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Professores encerram greve ap�s 95 dias

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| FÁTIMA ALMEIDA Repórter Depois de 95 dias da greve nacional, os professores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) encerraram ontem a paralisação, seguindo um indicativo nacional de retorno unificado às atividades. Porém, o calendário de reposição das aulas ainda não foi definido, mas já é certo que o ano letivo de 2005 deve se estender até o início de fevereiro de 2006. Mas a volta efetiva às aulas depende ainda de uma assembléia geral a ser realizada, na próxima segunda-feira, 19, às 10 horas, no auditório da Reitoria. ?É importante que os professores participem desta reunião para que juntos possamos avaliar o movimento e encaminhar proposta, à Gestão da Universidade, de como se dará o retorno às atividades acadêmicas?, disse o professor Antonio Passos, presidente da Associação dos Docentes da Ufal (Adufal). Segundo o presidente da Adufal, Antônio Passos, o governo não atendeu a nenhuma das reivindicações dos professores das universidades federais brasileiras. Insatisfação Ele deixou claro que a categoria retorna ao trabalho muito insatisfeita. ?A pauta oferecida pelo governo nada tem a ver com a nossa?. A avaliação do movimento, segundo ele, foi de que o pique de resistência chegou a um limite crítico, e não se viam caminhos para avançar, depois de um ano de negociação, já que eles vinham trabalhando a pauta bem antes de deflagrarem a greve. Sem seriedade ?Saímos com a sensação de que o governo não encaminha nada com seriedade, mas conseguimos chamar a atenção da sociedade para a situação das universidades. A responsabilidade por essa greve é do governo, e não nossa?, destacou Passos. Sem conquistas A única conquista assegurada aos professores, segundo Passos, foi um reajuste de 9,5% sobre as gratificações, que constituem 80% da remuneração da categoria. ?Nós queríamos um aumento linear, com ganho real sobre os salários. Mas a pauta que o governo ofereceu não tem nada a ver com a nossa?, destaca o sindicalista. Ele disse, também, que o projeto que o governo está encaminhando para o Congresso Nacional não contempla os anseios da categoria. Um dos pontos reivindicados, a realização de concurso público para contratação de novos professores, foi confirmado pelo governo, mas num quantitativo que, segundo Passos, está longe de atender à necessidade. ?Serão duas mil vagas para todo o Brasil. Só aqui em Alagoas nós temos 800 professores na ativa, e 200 substitutos. E está sendo anunciada a criação de mais 16 cursos no próximo ano?, lembra ele. De acordo com Passos, essa definição é de competência administrativa da reitoria, ?mas é precido observar questões como planejamento; a avaliação dos alunos, que não pode acontecer nesses primeiros dias; e a necessidade de uma retrospectiva do conteúdo dado, entre outras situações?, concluiu o sindicalista.

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