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Queimadas deixam rastro de destrui��o na rodovia AL-101

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| FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter Com a chegada do verão, o número de queimadas em vegetação aumenta em todo o Estado. No ano passado, de acordo com o Comando Operacional do Corpo de Bombeiros da Região Metropolitana, foram registradas 197 ocorrências de fogo em vegetação em várias regiões do Estado. Este ano, até agora, o número quase que dobrou: foram 227 ocorrências. O maior número delas foi registrado em janeiro, quando foram identificados 81 focos de incêndio no mato seco. Uma das áreas mais afetadas por esse problema fica no Litoral Sul, entre as cidades de Marechal Deodoro e Barra de São Miguel. Na AL-101 Sul é fácil identificar diversos trechos de vegetação que sofreram a ação de queimadas. A prática de atear fogo para limpeza de terrenos e pontas de cigarro jogadas no mato seco estão entre as principais causas para o surgimento de focos de incêndio, inclusive em áreas de preservação permanente, como as restingas de Barra de São Miguel dos Campos. Troncos de árvores transformados em carvão e folhas amareladas são o sinal da ação devastadora do fogo. O secretário municipal de Meio Ambiente de Marechal Deodoro, Rédson Cavalcante, disse que a situação é preocupante, pois o fogo destrói completamente a vegetação, causando danos à fauna e à flora. As queimadas são um risco também para as dezenas de postos de combustíveis instalados ao longo da AL-101 Sul. Essa situação levou o Ministério Público do Trabalho (MPT) a realizar uma audiência pública, no início do mês, para discutir a questão. O dono de um posto de combustíveis instalado à margem da rodovia entrou com uma queixa no MPT, porque as queimadas colocam a vida de seus funcionários e clientes em risco. Postos de gasolina O próprio secretário de Meio Ambiente de Marechal disse que presenciou o fogo se alastrar num terreno cercado em frente a um posto de gasolina e a poucos metros da Clínica Veterinária do Cesmac, na AL-101 Sul. Ele observa que muitas vezes quando os bombeiros chegam grande parte da vegetação já foi destruída. Pontas de cigarro Segundo Rédson, as queimadas podem ser acidentais, quando alguém joga pontas de cigarro no mato seco, ou até mesmo pelo costume de atear fogo à vegetação para limpar o terreno. Com o aumento do número de veículos circulando pela rodovia, na alta temporada de verão, os riscos de incêndios provocados por pontas de cigarro é muito maior. Rédson diz que o solo arenoso da região e o ressecamento da vegetação por causa do sol facilitam a propagação do fogo. Ele comentou que alguns nativos afirmam que é costume de algumas crianças atear fogo a uma área para acuar alguns animais, como cassacos. ?Quem for pego em flagrante fazendo algum tipo de fogo nas margens da rodovia pode ser punido com prisão ou pagamento de multa, pois trata-se de crime ambiental?, alertou Redson. A reportagem da Gazeta flagrou uma queimada na região rural de Marechal. O responsável - que não quis revelar o nome - disse que ateou fogo à vegetação para fazer carvão e também pegar alguns animais. Ele disse não saber que destruir a vegetação é crime ambiental.

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