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Nº 5736
Cidades

Combate � dengue marca in�cio do ver�o em Macei�

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Por | Edição do dia 22/12/2005 - Matéria atualizada em 22/12/2005 às 00h00

MARCOS RODRIGUES Repórter A chegada oficial do verão, ontem, marcou o início da campanha de combate ao mosquito transmissor da dengue, o Aedes Aegypti. Numa solenidade simples, sem a presença da população, técnicos da Secretaria Executiva de Saúde (Sesau) e da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) acompanharam a retomada da aplicação do “fumacê”, em vários bairros da capital. Ontem o veneno foi aplicado nos bairros de Ponta Grossa, Pontal da Barra, Vergel do Lago, Trapiche e Prado. Hoje a prioridade é para o Benedito Bentes, Eustáquio Gomes e Osmam Loureiro. Na sexta-feira será a vez dos bairros litorâneos como Ponta Verde, Cruz das Almas, Pajuçara e Jatiúca. O produto aplicado pelos carros fumacê consegue atingir o mosquito em sua fase adulta. “Ainda assim é importante, porque interrompemos o ciclo reprodutivo”, explicou Isolda Lima, do Programa de Combate à Dengue. Segundo informações enviadas pelo Ministério da Saúde, os casos de dengue na capital e em Arapiraca são considerados preocupantes. “São números que precisam ser combatidos. Com a colaboração da população enfrentaremos a dengue tipos I, II e III. Foram registrados 16 casos da dengue hemorrágica e uma morte”, alertava a secretária- executiva de Saúde, Kátia Born. A própria secretária acompanhou os dez carros disponibilizados pela Funasa para fazer o trabalho nos bairros. Ela lembrou que a aplicação do produto ocorrerá das 4h às 7h. A coordenadora do Programa de Combate à Dengue lembrou que mesmo com o provável incômodo causado à população, o sacrifício é necessário porque o Aedes aegypti é mais vulnerável nestes períodos. “Depois os técnicos vão realizar a aplicação de um outro produto, para matar as larvas dos mosquitos que possam ter sido depositadas”, completou Isolda Lima. REPRODUÇÃO O verão é uma das estações que mais favorecem a reprodução do mosquito transmissor da dengue. O detalhe é que a chuva ocasional provoca acúmulo temporário de água limpa, o local perfeito para que a fêmea deposite larvas do mosquito. Por isso, associada à presença do fumacê e dos técnicos, caberá aos moradores das áreas mais vulneráveis substituir plantas aquáticas e pratos de jarro que retenham água. A dona-de-casa Jéssica Gomes, moradora do conjunto Virgem dos Pobres, acompanhou a passagem do fumacê na rua onde mora. Ela confirmou que este ano alguns casos de suspeita da doença foram registrados no local. “Agora não tem ninguém doente, mas já apareceram pessoas com dengue. Acho importante que se aplique o veneno. Por aqui tem muito mosquito”, alertou. Os casos de dengue catalogados em Maceió e Arapiraca foram apontados pelo Sistema Nacional de Notificação. Depois que as rotas da aplicação do fumacê foram cumpridas, somente após oito dias elas serão retomadas.

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