Cidades
Garoto realiza sonho com bola, chuteira e vaga em escolinha
Ganhar uma chuteira e jogar futebol para melhorar as condições de vida da família foi o presente de Natal que Neris Darlyson Peixoto da Silva dos Santos, de 11 anos, pediu na carta que escreveu para o Papai Noel da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT). Ontem de manhã, ele teve mais que o sonho realizado. Recebeu das mãos de Papai Noel e de um dos maiores craques do futebol alagoano, o jogador Joãozinho Paulista, uma chuteira, uma bola e a oportunidade de participar de uma escolinha de futebol. Os cinco irmãos e um primo de Darlyson também receberam presentes. Apesar de ser CSA ?doente? e de fazer questão de esperar o bom velhinho vestido com a camisa do time do coração, Darlyson não se incomodou por ter recebido uma chuteira vermelha das mãos de um ídolo do CRB. O jogador Joãozinho Paulista também não se incomodou com a situação. Tricampeão pelo Regatas em 76,78 e 83, ele disse que o importante era incentivar a prática do esporte. ?Quem sabe não teremos aqui um craque do futuro??- afirmou. Joãozinho Paulista, que mantém uma escola de futebol no Clube da Petrobras, em Guaxuma, disse que vai tentar viabilizar a ida de Darlyson para a instituição. A escolinha tem hoje matriculadas 86 crianças e adolescentes entre 6 e 16 anos. E pelo menos dois deles já mostram seu talento em times nacionais, como o Cruzeiro e o Internacional. A chegada de Papai Noel atraiu a atenção dos moradores da Rua Santa Margarida, na Ponta Grossa (antiga Vila Aratu), onde Darlyson mora com a mãe e os cinco irmãos. O menino disse que foi um tio que escreveu a carta para o Papai Noel, com os pedidos dele, dos irmãos e de um primo. Cursando a 4ª série do ensino fundamental, Darlyson disse que seu sonho é ser um craque do futebol e jogar no CSA. A mãe do garoto, Irene Peixoto dos Santos, não escondia a emoção de ver o filho realizando um sonho, que ela não teria condições de realizar, devido às dificuldades financeiras da família. Segundo o assessor de comunicação do Correios, Carlos Gonçalves, até ontem a empresa já tinha recebido 1.735 cartas, que não param de chegar.