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Marido de paciente surra servidora da Santa M�nica

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| MARCOS RODRIGUES Repórter O espancamento da servidora da Maternidade Santa Mônica, Maria Cícera, na Cidade de Lona, no Eustáquio Gomes, no último domingo, não se justifica. Mas familiares da faxineira Vânia Inácio da Silva, 24, morta no sábado, às 14h, na maternidade, com quadro de patologia hepática irreversível após dar à luz um bebê, contam que a notícia foi dada ?sem sentimento?. Segundo relato da família, a servidora teria chegado em uma kombi da assistência social da Santa Mõnica, perguntando onde morava a paciente e logo, ao identificar o seu marido, disse que ela havia falecido. ?Nunca vi ninguém dar uma notícia daquela forma, sem sentimento algum. Quando chegou já foi logo dizendo que a Vânia tinha morrido, friamente?, disse Sérgio da Silva, cunhado da vítima. Quando Maria Cícera acabou de falar o marido de Vânia, o desempegado Valniran Bertolino da Silva, ficou transtornado e culpo-a pela morte. Daí se iniciou uma sessão de pancadaria (leia matéria abaixo). Valniram está desaparecido desde ontem, e a polícia busca pistas dele. A cunhada de Vânia conta que desde que ela teve filho comentava que poderia ter ficado com resto de placenta, o que teria provocado uma infecção. ?Ela chegou a vir para casa, mas há 15 dias voltou para a maternidade?, Na Maternidade Santa Mônica ninguém explicou por que uma funcionária de apoio foi responsável pela ida à favela, já que essa é uma atribuição das assistentes sociais. Vânia deixa quatro filhos. O recém-nascido ainda não foi batizado e não tem nome. Estão sob a responsabilidade da irmã de Vânia, Maria da Silva: Felipe (1); Jonathan (6) e Diogo (4). ### Soco quebrou o nariz de funcionária FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter Maria Cícera, do setor de Assistência Social da Maternidade Santa Mônica, e o motorista da unidade, identificado como Marcos, foram recebidos a pedradas na Cidade de Lona. Maria Cícera quebrou o nariz, após receber um forte soco do marido de Vânia, Valniran Bertolino. A Kombi, placa MVI 9329, onde os funcionários estavam, teve três vidraças, um retrovisor e parte da sirene quebrados pelos agressores, que jogaram contra o carro pedras de paralelepípedo. Invasão de UTI Segundo o diretor da Maternidade Santa Mônica, José Carlos Silver, o marido de Vânia chegou a fazer ameaças aos funcionários da maternidade durante o período em que ela esteve internada. Ele chegou a tentar invadir por duas vezes a UTI, de acordo com alguns funcionários. José Carlos disse que o quadro de saúde de Vânia era gravíssimo, pois ela apresentava uma patologia hepática irreversível. ?Ela teve o bebê de parto normal, mas tinha uma patologia de icterícia quando chegou à maternidade?. Por causa desse quadro, logo após o parto ela foi encaminhada para o Hospital de Doenças Tropicais (HDT), para fazer uma investigação sobre a causa da icterícia. ?Depois de passar de cinco a seis dias no HDT, e de ter sido descartada a possibilidade de hepatite, ela voltou a ser internada na maternidade, com um quadro de saúde muito complicado?. ### Polícia busca pista dos agressores Segundo José Carlos, ao voltar à maternidade Vânia apresentava uma endometrite. Só que a icterícia provocou uma baixa no número de plaquetas no sangue, e seu quadro se agravou. ?Como ela apresentava baço e fígado com aumento de tamanho, foi apresentado um diagnóstico de esquistossomose?. Na manhã de domingo, Vânia não resistiu e acabou morrendo. ?Quando os funcionários foram informar a família sobre sua morte, foram agredidos?. Maria Cícera foi submetida a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Também foi prestada queixa da agressão no CIAPC. Um dos irmãos de Vânia disse que iria arcar com os custos do conserto do automóvel, que foi depredado. O diretor da maternidade informou que a polícia estava no encalço de um irmão e do marido de Vânia, responsáveis pelas agressões ao funcionário da maternidade, que se encontravam foragidos. ?Não vamos abrir mão de que os prejuízos causados ao patrimõnio público sejam ressarcidos e apuradas as responsabilidades pelas agressões aos funcionários da maternidade?. |FA

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