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Livro mostra redu��o de mortalidade

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| REGINA CARVALHO Repórter O Fundo das Nações Unidas para a Infância e Adolescência (Unicef) e o governo de Alagoas lançaram ontem, no Palácio Floriano Peixoto, o segundo volume da Coleção Faz e Conta - A vitória da vida - redução da mortalidade infantil em Alagoas (1999-2002), escrito pelo jornalista Samorone Lima. Em tom comemorativo, o governador Ronaldo Lessa (PDT) disse que o livro será referência para pesquisas. ?Os prefeitos têm um desafio, que é continuar trabalhando para diminuir a mortalidade infantil. É preciso o engajamento de todos?, destacou Lessa, diante de uma platéia de prefeitos. Fábio Atanásio de Morais, coordenador do Unicef em Alagoas, Paraíba e Pernambuco, enfatiza que as conquistas foram avaliadas positivamente, graças ao engajamento da sociedade civil e do governo. ?Essa redução foi muito expressiva?, destaca. Em 2002, o problema da mortalidade infantil era visto como uma questão de calamidade pública, como o jornalista relata no livro e hoje o quadro é diferente. Segundo a assessoria de imprensa do governo, em 1999 de cada mil crianças nascidas vivas, 68,2 morriam antes de completar um ano de vida e hoje esse índice está no patamar de 29,1 mortes. ?A nossa convicção é de que os resultados são verdadeiros. É um exemplo de que a decisão política se transforma em ação. A política que Alagoas tem empreendido está surtindo efeito?, destacou o representante da Unicef. Atanásio disse, ainda, que o material será encaminhado para vários países. O governador informou que já havia recebido o livro e por isso leu antes de participar do evento. ?Esse livro aborda de forma bastante didática essa questão?, completou Ronaldo Lessa. O autor Cearense e hoje com residência no Recife (PE), Samarone Lima informou que veio pelo menos oito vezes a Alagoas, no período entre o final de 2004 e início deste ano, onde fez pesquisas e entrevistas. ?Algumas histórias achei mais interessantes. Uma delas aconteceu em Murici. Fui a uma casa onde as pessoas não sabiam ao certo quantas pessoas moravam e também no mesmo município, em um posto de saúde, fizeram uma festa para comemorar que as 103 crianças que nasceram lá chegaram a um ano de idade. Esse foi um trabalho independente. Não houve qualquer interferência do Unicef?, lembra o jornalista. O ex-secretário estadual de Saúde, Álvaro Machado, presente no evento, ressaltou o empenho da equipe para reduzir os índices de mortalidade. ?O nosso coeficiente de mortalidade infantil era alarmante, chamava atenção do Brasil inteiro. Na época encaramos isso como prioridade, para a qual houve grande mobilização. Não bastava o atestado de óbito, investigávamos o motivo da morte da criança?, lembra Machado. A Sala dos Conselhos do Palácio Floriano Peixoto reuniu autoridades políticas e religiosas para o lançamento. Prestigiaram o evento o procurador-geral de Justiça, Coaracy Fonseca; dom Valério Breda, bispo de Penedo; a reitora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Ana Dayse Dórea; vereadores, prefeitos e secretários.

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