Cidades
Novo espa�o n�o ter� mesmo nome
| FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter O empresário Eduardo Robot disse ontem que não vai permitir que o nome Cheiro da Terra seja usado no novo espaço onde ficarão os artesãos, que perderam tudo no incêndio da semana passada. A Prefeitura de Maceió prometeu estruturar o espaço da antiga Feira Mix, na Rua Durval de Guimarães, na Ponta Verde. Até ontem de manhã, a área continuava tomada pelo mato e cheia de entulhos e restos de construção. Robot, a mulher dele Rilmane Rose Simões de Azevedo e a cunhada Reina Régia Simões Azevedo - responsáveis pela administração do Cheiro da Terra, na Jatiúca - prestaram depoimentos por mais de duas horas na manhã ontem ao tenente-coronel Luis Antônio e ao major Paulo Marques - oficiais do Corpo de Bombeiros que investigam as causas do incêndio. De acordo com o major Paulo Marques, o laudo da perícia pode ser divulgado antes do prazo limite de 30 dias. Ele não adiantou nada sobre as investigações. Após depor, o empresário reafirmou que não seria capaz destruir o Cheiro da Terra. ?Estou desempregado?, disse, alegando ter tido o mesmo prejuízo que os artesãos. Ele garantiu que o empreendimento era sua única fonte de sustento e afirmou que vinha enfrentando dificuldade por causa de dívidas com fornecedores. O empresário disse que os problemas que haviam no Cheiro da Terra eram causados por 18 artesãos inadimplentes, cuja dívida chegava a R$ 101.457 mil, o que o obrigou a recorrer à Justiça. ?Se alguém tinha motivo para fazer uma coisa dessa [provocar um incêndio no local] eram esses inadimplentes?, afirmou Robot, acrescentando que as audiências na Justiça já estão marcadas e que nenhum documento que faz parte da ação foi destruído durante o incêndio. Segundo Robot, o local chegou a ter a cobertura de um seguro da Caixa Econômica Federal, mas, de acordo com ele, a instituição não aceitou renová-lo. Ele garantiu que nunca foi notificado pelo Corpo de Bombeiros. ?Eles apenas fizeram uma solicitação para que eu apresentasse o projeto de incêndio do local?. O empresário confirmou que antes do incêndio já havia pedido à Secretaria de Defesa Social para a acompanhar a situação do Cheiro da Terra, já que havia um clima de animosidade entre os artesãos.