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Deficientes: o dif�cil acesso �s provas

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A Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal) entrou ontem com uma representação na Procuradoria Geral da República para tentar garantir aos portadores de necessidades especiais a participação no PSS da Ufal. Os dirigentes da Adefal alegam na denúncia que os portadores de necessidades especiais estavam sendo prejudicados pela Comissão Permanente do Vestibular da Ufal (Copeve). Segundo o diretor da Adefal, José Batista da Silva, os 54 deficientes físicos matriculados no PSS da Ufal estavam sendo prejudicados pela falta de estrutura da Escola Estadual Maria José Carrascosa, antigo Crispiniano Portal, no Poço. Eles alegaram que no primeiro dia de provas, no domingo, os deficientes físicos iniciaram as provas com uma hora de atraso, pois os funcionários indicados pela Copeve para acompanhá-los não compareceram ou não apresentavam qualificação para o trabalho. Os dirigentes da Adefal alegaram que a Copeve não estava cumprindo a lei federal que garante aos portadores de necessidades especiais condições de acesso à educação. ?Os deficientes físicos declararam no formulário de inscrição do PSS necessidade de intérprete para os portadores de problemas auditivos; especialista na linguagem em braile e a acessibilidade aos locais de provas, mas nada disso estava sendo respeitado pela direção da Copeve, que não deu a mínima atenção para os deficientes físicos?, disse João Batista, diretor da Adefal. A Gazeta confirmou as denúncias e flagrou as dificuldades de acesso dos deficientes físicos à Escola Maria José Carrascosa. Como na unidade de ensino não foram construídas rampas de acesso, os portadores de deficiência física estão tendo dificuldades para chegar às salas de aula onde serão realizadas as provas. A mãe do vestibulando Felipe Monteiro Oliveira, 16, que disputa uma vaga no PSS2, Maria Monteiro Oliveira, denunciou o suposto ?descaso? da Copeve. ?Isso é um absurdo. Não é possível aceitar que uma instituição federal, como é o caso da Ufal, desrespeite uma lei federal. O que eles estão fazendo chega a ser humilhante?, declarou Maria Monteiro. A Gazeta tentou conversar, no final da tarde, com a direção da Copeve, que estava em reunião de avaliação do 2º dia de provas. Uma funcionária da Copeve, que pediu para não ter seu nome revelado, disse que os diretores estavam em reunião e que a situação já estava contornada. A Procuradoria Geral da República deve se pronunciar hoje sobre a denúncia da Adefal.

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