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Param�dicos do Samu s�o atacados e amea�am parar

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BLEINE OLIVEIRA Repórter Os paramédicos e demais integrantes das equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ameaçam suspender o atendimento nas grotas e em alguns bairros da periferia de Maceió. Eles alegam que estão correndo risco de morte ou de serem agredidos fisicamente, e pedem providências ao comando da Polícia Militar. Segundo os médicos, que freqüentemente fazem essa reclamação à coordenação geral do Samu, os casos de violência que ocorrem nas grotas e em bairros pobres exigem sempre a presença de uma equipe do Copom. ?Mas isso não está ocorrendo?, salienta o coordenador-médico, João Medeiros, mostrando vários relatórios em que os médicos reclamam de tentativas de agressão. A última ocorrência desse tipo foi registrada domingo passado, 8, na localidade Sítio São Jorge. Chamada para prestar socorro a um rapaz baleado, a equipe comandada pelos paramédicos Lídia C. F. Costa e Paulo Alencar Neto se viu diante do risco de ser atingida pelos disparos feitos pelo grupo que tentou matar o paciente. Retirada sob disparos Segundos depois de terem colocado a vítima, identificada como Jackson E. dos Santos, 21 anos, na ambulância, eles foram surpreendidos pelos disparos e por fortes murros na lataria da Unidade de Serviço Avançado (USA), o veículo de grande porte equipado para socorro mais grave. ?Os agressores queriam impedir o socorro?, diz o médico João Medeiros. A violência contra a vítima e os próprios integrantes do Samu não ocorreu porque a porta da ambulância fora travada. ?Sem essa providência o rapaz teria sido assassinado e talvez os nossos funcionários?, reclama o coordenador médico. No relatório da ocorrência, os médicos dizem que não houve apoio do Copom e relatam como tudo ocorreu. ?O agressor voltou ao local, tentou invadir a viatura para agredir a equipe. Com esforço a viatura saiu do local já com a vítima em seu interior?, relataram. O rapaz foi atendido e encaminhado à Unidade de Emergência Armando Lages, e o caso comunicado à delegacia do 6º Distrito Policial onde deverá ser investigado como tentativa de homicídio. Outro caso recente é relatado pela médica Martha Verônica Santos Valente. Ela quase foi esmurrada durante um atendimento na Grota do Arroz. ?São situações difíceis, que só a presença da polícia pode evitar?, afirma ela. Motos Casos assim ocorrem na maioria das vezes em bairros como o Reginaldo e nas grotas das diversas encostas da cidade. São áreas de exclusão social, onde os registros de agressão (espancamento) e ferimentos por arma branca (faca e similares) e arma de fogo já se tornaram rotina. Num ofício encaminhado ao Comando Geral da PM, os coordenadores do Samu pedem que seja assegurado, pelo menos, dois agentes em motocicletas para acompanhar as equipes. ?Sem segurança, não vamos ter como convencer médicos, técnicos em enfermagem e os demais funcionários a ir às grotas?, reafirma João Medeiros.

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