Cidades
Pr�dios despejam esgoto em riacho
| FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter Os esgotos de mais de 160 apartamentos do Residencial San Francisco, na Avenida Gustavo Paiva, em Mangabeiras, estão indo parar diretamente no Riacho do Sapo, que por sua vez deságua no Riacho Salgadinho. O problema vem ocorrendo há mais de 15 dias, desde que a tubulação que liga o emissário de recalque do condomínio à rede de saneamento da Casal foi rompida, durante uma limpeza do canal feita pela Superintendência Municipal de Obras e Urbanização (Somurb). O despejo dos esgotos no riacho chamou a atenção do engenheiro Márcio Gomes, que representa a Ufal no Conselho Estadual de Proteção Ambiental (Cepram). Com mestrado e doutorado em saneamento, Márcio afirmou que não adianta nada a prefeitura fazer a limpeza do riacho se continuar havendo despejos de esgotos dentro dele. ?O esgoto é apenas 0,1% sólido. Mas o lodo escuro que aparece no riacho é proveniente de microorganismos gerados pelos esgotos?. O engenheiro observou que o despejo de esgotos clandestinos é crime previsto na Lei 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais). ?O maior problema que existe hoje no Canal do Reginaldo são as ligações clandestinas de esgoto?. Mesmo após a limpeza feita pela prefeitura, o lixo continua fazendo parte da paisagem do riacho. O síndico do condomínio San Francisco, Heitor Vilela, responsabilizou a Casal pelo despejo do esgoto dos prédios diretamente no canal. Segundo ele, a Casal colocou uma nova tubulação passando por cima do riacho, mas que acabou estourando. ?A água ficou correndo na rua?, disse. Segundo ele, a solução encontrada pelo condomínio foi despejar o esgoto no riacho, até que a Casal restaure a tubulação. ?Os esgotos do condomínio estavam retornando e enchendo o pátio de fezes?, explicou. O gerente-substituto da Gerência de Operações da Capital, Cid Carlos, disse que a Casal estava tendo dificuldades para consertar a tubulação, que foi danificada durante a limpeza do riacho pela prefeitura, porque não havia achado o local onde o emissário do condomínio estava ligado à rede de saneamento. Ele ficou de voltar ontem ao local com o gerente de projetos da Casal para fazer novo estudo, a fim de solucionar o problema.