loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Cer�mica ignora IMA e enfrenta protesto

Ouvir
Compartilhar

| FERNANDO VINÍCIUS Repórter São Luiz do Quitunde - Agricultores apoiados pelo Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) interromperam a retirada de barro de uma área que alegam ser de propriedade da União, localizada no município de São Luiz do Quitunde. Segundo Terezinha Vital, líder do acampamento com 50 famílias que aguardam a definição em relação à posse de 109 hectares de terra, o protesto foi planejado para mostrar a ?indignação? sobre a continuidade da retirada irregular de argila usada para fabricação de tijolos na cerâmica Santa Rita. Após convencerem o operador da retroescavadeira, que teve os pneus esvaziados pelos agricultores, a paralisar os trabalhos, os sem-terra foram surpreendidos com a chegada de João Alves Cordeiro, ex-prefeito de São Luiz do Quitunde e dono da olaria, acompanhado por seguranças e um dos seus filhos. ?Ele nos ameaçou de morte e disse que iria tirar a gente à bala?, declarou Terezinha Vital. A tensão diminuiu com a chegada da Polícia Militar (PM), que manteve um efetivo no local para evitar confronto até o final do protesto, desfeito após a visita da fiscalização do Instituto de Meio Ambiente (IMA). Cordeiro foi notificado pelo IMA no dia 5 de dezembro do ano passado por não apresentar a licença ambiental para retirada de argila e nem para o funcionamento da indústria, que tem capacidade para produzir 200 mil tijolos por semana. Apesar de impedidos legalmente, os trabalhos foram mantidos. Ontem, a cerâmica Santa Rita funcionava plenamente e até um caminhão carregado de tijolos deixava a indústria quando os responsáveis foram procurados pela imprensa. Funcionários informaram que não havia ninguém no local para falar sobre o assunto. Por não cumprir a determinação do órgão estadual, Cordeiro foi notificado pela terceira vez pelo IMA e tem prazo de 24 horas para apresentação da documentação visando à regularização das atividades. A retirada de argila foi suspensa novamente e será fiscalizada pela PM. Entre 40 e 50 caçambas - cada uma carregando duas toneladas - saem diariamente do local disputado por agricultores e pelo empresário para a cerâmica Santa Rita, instalada há 20 anos em São Luiz. Cordeiro garante que a barreira de onde a argila é retirada fica em sua fazenda, também de nome Santa Rita.

Relacionadas