Cidades
Acabam as vagas em escolas da periferia
CARLA SERQUEIRA Repórter Hoje é o último dia de matrícula na rede estadual de ensino. Na parte alta da cidade, onde estão os bairros Tabuleiro do Matins, Benedito Bentes, Eustáquio Gomes e Clima Bom, as vagas praticamente acabaram. ?Temos menos de 1% a ofertar?, afirmou Rosa Virgínia, coordenadora de matrículas na região que conta com 30 escolas. (Veja tabela abaixo) Já no Centro de Estudos e Pesquisas Aplicadas (Cepa), no Farol, onde tem 11 escolas instaladas, faltam alunos para preencher o quadro de vagas. Só para a 5ª série do ensino fundamental, estão sobrando 1.198 vagas, e no 1º ano do ensino médio, 1.218. ?O problema é que muita gente quer estudar perto de casa. Por isso que na região do Tabuleiro do Martins, onde é grande a quantidade de moradores, as vagas acabam num instante?, explicou a coordenadora de matrículas do Cepa, Márcia Vieira Dantas, afirmando que, no ano passado, 3 mil vagas não foram preenchidas. Ao todo, Alagoas tem cerca de 400 escolas estaduais. Em Maceió, elas somam 106. De acordo com o coordenador Estadual de Educação, Neyton Nunes, este ano a oferta de novas vagas girou em torno de 40 mil no Estado, sendo 15 mil na capital. Grande parte das vagas em escolas estaduais foram preenchidas por alunos da rede municipal de ensino. ?A rede municipal?, explicou a coordenadora Rosa Virgínia, ?oferece mais vagas para o ensino fundamental. Então os alunos que concluíram a 4ª e a 8ª séries têm preferência, para não correrem o risco de ficar sem vagas e parar de estudar?, disse ela. ?A idéia é que, futuramente, a rede municipal atenda aos alunos do ensino fundamental e a estadual, aos do ensino médio?, adiantou. Na escola Estadual Aurelina Palmeira, no Vergel do Lago, um aviso colado na porta de entrada diz que não há mais vagas na unidade. ?A procura é muita, mas depois que recebemos a demanda do município, não sobrou quase nada?, afirmou a diretora da escola, Maria de Fátima Cavalcante. ?A procura é tão grande que se construíssemos 30 salas, não caberiam todos os alunos que querem estudar aqui?. A região onde a escola Aurelina Palmeira está inserida é coordenada por Kátia Câmara. Ela diz que ainda há vagas em algumas das 32 escolas, distribuídas nos bairros de Bebedouro, Vergel, Ponta Grossa, Farol, Centro e Chã de Bebedouro. ?O bairro que menos tem vaga é Bebedouro. Sobrando vagas mesmo, está na Escola Geraldo Bulhões, que vai funcionar este ano num prédio do colégio Santa Terezinha, no Farol?, explica Kátia, dizendo que em torno de 70% das vagas, ofertadas na região onde atua, já foram preenchidas. A coordenadora de matrículas nos bairros entre a Pajuçara e Ipioca, incluindo o Jacintinho, Josefa Pereira, preferiu não arriscar um porcentual do número de vagas disponíveis. ?Sei que a menor oferta está no Jacintinho?. Os alunos que não conseguirem vagas este ano serão cadastrados a partir do próximo dia 25, para que a Secretaria Estadual de Educação possa tomar providências.