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Faltam op��es durante f�rias escolares em Macei�

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| CARLA SERQUEIRA Repórter ?Trancadas? em apartamentos durante o ano inteiro, muitas crianças esperam ansiosas pelas férias escolares. Durante dois meses, em média, livres das obrigações estudantis, elas só querem brincar até o último dia, antes do novo ano letivo. Quem não tem dinheiro, vê as férias esgotar diante da televisão ou em visitas à casa de parentes. Quem pode investir, conta com as poucas atrações que ?aportam? na capital nesta época do ano. A Gazeta conferiu algumas opções. ?Nós que somos pais, ficamos de mãos atadas. Além das opções serem poucas, as férias escolares não coincidem com as férias no trabalho, então temos de nos desdobrar para não passar em branco?, contou a professora Elízia Salles, 41 anos, mãe da pequena Ana Clara, 8, enquanto acompanhava a filha nos brinquedos eletrônicos do Shopping Iguatemi. Estrategicamente, o parque Universal, instalado no estacionamento de Jaraguá, chegou em Maceió durante as férias escolares. ?Dezembro e janeiro são os melhores meses para a gente?, disse a gerente Cláudia Peixoto, ao revelar que a procura é grande todos os dias. Só as filhas da dona-de-casa Simone Lúcio, 29 anos, brincaram no parque três vezes nestas férias. ?Praia elas têm o ano inteiro. Quando chega um parque na cidade, ficam loucas para vir. O problema é dinheiro?, diz ela. Os filhos de Gilvânia de Lima têm 6 e 4 anos. Na rua, eles não podem brincar. ?Moramos na Chã da Jaqueira, e o bairro não oferece segurança. Eles ficam mais em casa, vendo televisão?, revelou, enquanto também passeava pelo parque. ### Colônia de férias ganha espaço e conquista criançada Com a falta de opções para o lazer das crianças durante as férias escolares, ganham espaço as chamadas ?colônias de férias?. Foi preocupada com esta lacuna que a psicóloga Ana Eloíza apostou na idéia e criou o grupo Malasarte, que é também uma companhia de teatro. Hoje, com ela e a equipe de monitores cerca de 30 crianças ?curtem? a folga com brincadeiras populares, como rouba-bandeira, queimado e boca-de-forno. João Victor Loureiro tem 9 anos e já participou de colônias várias vezes. ?Já fiz bastante amizades aqui?, diz ele que mora num apartamento. ?Lá a gente não pode jogar bola, não tem piscina e o porteiro, às vezes, é chato. Aqui a gente brinca o tempo inteiro?, conta. Ana Eloíza explica que a preocupação do grupo é desenvolver a criatividade das crianças por meio de atividades culturais. Quando a Gazeta visitou a colônia, a diversão girava em torno de gibis. ?Procuramos levar conhecimento de forma espontânea. Aqui elas aprendem brincando, sem obrigações?. Eloíza diz que o desempenho das crianças na escola melhora quando elas aproveitam bem as férias. Foi na colônia que Gabriela Tavares, 8 anos, descobriu o talento para o teatro. ?A gente sempre brinca de mímica. Gostei e minha mãe me matriculou num curso de teatro?, contou. |CS

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