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Nº 5732
Cidades

Pesquisa aponta inseguran�a na Barra

FELIPE FARIAS Repórter Moradores, turistas e veranistas apontaram a falta de segurança como principal problema da Barra de São Miguel, balneário do litoral sul de Alagoas que, na temporada turística deste ano, recebeu um fluxo de mais de 65 mil visi

Por | Edição do dia 24/01/2006 - Matéria atualizada em 24/01/2006 às 00h00

FELIPE FARIAS Repórter Moradores, turistas e veranistas apontaram a falta de segurança como principal problema da Barra de São Miguel, balneário do litoral sul de Alagoas que, na temporada turística deste ano, recebeu um fluxo de mais de 65 mil visitantes. A conclusão está em pesquisa de opinião realizada pelo instituto Gape Pesquisa no último domingo, dia 22. A “Pesquisa de Opinião Pública Barra de São Miguel” ouviu 400 pessoas que apontaram a insegurança como o problema que mais chama a atenção no local, à frente de outros transtornos como, por exemplo, preços altos, trânsito confuso e falta d’água. A margem de erro é de 4,7 pontos para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. Em relação à insegurança, a maioria dos moradores, turistas e veranistas (assim classificadas as pessoas que possuem casas de praia no muncicípio) disse ainda que o sentimento mais comum é o de preocupação - num percentual curiosamente próximo, nos três segmentos pequisados (confira os números nesta página). E, quando questionados sobre que propostas e medidas poderiam sugerir ao poder público para melhorar problemas vistos no balneário, os três segmentos foram novamente unânimes em apontar que a mais urgente é a melhoria dos serviços de segurança pública. Por outro lado, a praia é o fator apontado pela maioria entre turistas, veranistas e moradores como o principal atrativo da Barra, o tráfego de veículos incomoda pouco - seja na areia da praia ou mesmo dentro d’água - e o assédio de ambulantes foi considerado natural e não abusivo. Também a maioria dos turistas respondeu que tem intenção de retornar e recomendar Alagoas como destino - a Barra em especial - o percentual bate em 99%. A definição do universo de entrevistados se baseou em dados do Censo demográfico 2000, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE) de 1996 e do Cadastro Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral de 2004. ### Turistas dizem que voltam e indicam a Barra como destino Num balneário sempre lotado de vendedores e ambulantes para todos os tipos e gostos, a pesquisa Gape, quanto ao assédio desses ambulantes, registrou que a maioria dos turistas (87%) alegou que é natural e não incomoda, 8,75% disseram que é abusiva, 3% não opinaram e 1,25% não souberam responder. A melhoria dos serviços de segurança foi apontada como medida mais urgente por 33,08% do total; por 27,30 dos moradores, por 39,69% dos turistas e por 45,21% dos veranistas. Entre os turistas, 51% disseram que a impressão que levam de Alagoas é ótima; 48%, boa; 98% disseram que vão recomendá-la como destino turístico a amigos. Os 400 entrevistados foram divididos em três categorias: moradores regulares (250), turistas (100) e moradores eventuais ou veranistas (assim chamados os que possuem casa de praia no balneário), que foram 50 entrevistados. O resultado da pesquisa foi discriminado no geral (total de entrevistados) e por segmento. Quando a pergunta foi sobre o fator que mais chama a atenção na localidade, a praia foi apontada como o principal por 332 entrevistados (83% do total), seguida pelos shows ( 8%) e de outras belezas naturais ( 2,5%). Os moradores também consideram a praia o principal atrativo (78,4%), bem como os turistas (94%), que depois dos shows e das comidas típicas, destacaram como atrativos poder andar de jet ski, de lancha e a limpeza da cidade como fatores. Entre os veranistas, o segundo fator mais importante foi a tranqüilidade (6%). Quando a pergunta foi sobre o que mais chama a atenção enquanto problema, a insegurança foi apontada por 162 entrevistados (40,50% do total), seguida dos preços altos (20,25%), trânsito confuso (8,80%), sujeira (8,25%) e constante falta d’água (5,25%). Entre os moradores, os problemas foram (pela ordem): insegurança (38,40%), preços altos (22,4%) e trânsito confuso (8,80%); os mesmos apontados pelos turistas (41%, 17% e 16%, respectivamente). Entre os veranistas, a diferença foi apenas que, em terceiro lugar veio a sujeira (12%). Quando os veranistas foram perguntados sobre o que sentiam em relação à insegurança, a maioria se disse preocupada (44,5%), pouco tranqüila (24,5%), ou totalmente tranqüila (17,75%). FF ### Veículos na areia incomodam turistas A pesquisa apurou, ainda, que existem avaliações diferentes de determinada situação, conforme a condição do entrevistado. Em relação ao tráfego de veículos na faixa de areia, na praia, por exemplo, a maioria dos moradores (157 - 62,80%) disse não se incomodar. Já entre os veranistas, apesar de a opinião ser a mesma, o índice de aprovação (56%) já foi menor. Entre os turistas, porém, a opinião é de que o tráfego de triciclos e bicicletas incomoda, sim, segundo 59%. Curiosamente, o tráfego de veículos dentro d’água (como lanchas e pedalinhos) não foi apontado como incômodo pela maioria dos integrantes dos três segmentos: moradores (78,40%), turistas (76%) e veranistas (86%). Segurança No item segurança, porém, há bem mais consenso, seja qual for o segmento. Quando questionados sobre que medidas poderiam sugerir para resolver os problemas constatados na cidade, a maioria dos turistas (39,69%) disse que se deve melhorar o serviço de segurança, seguida pela melhoria do abastecimento d’água (13,74%) e da pavimentação da orla (12,21%) - mesmas recomendações feitas por veranistas, só que com percentuais diferentes: 45,21%, 20,55% e 8,22%, respectivamente. Já os moradores, apesar de repetirem as duas primeiras sugestões, colocaram como terceira principal medida a construção de mais postos de saúde (9,20%). Os três segmentos concordam que não vêem na cidade uma quantidade de policiais que possa garantir a segurança.|FF

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