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Comando quer que popula��o assuma custos de postos da PM

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| FÁTIMA ALMEIDA Repórter O Comando de Policiamento da Capital (CPC) quer que as associações de moradores se responsabilizem pela compra de equipamentos (inclusive motos e rádios) e manutenção de PM Box nos bairros. A maioria dos que existem em Maceió foi construída e é mantida pelas próprias comunidades, mas mesmo assim está sendo desativada, causando revolta na população. No conjunto Pajuçara, os moradores estão mobilizados desde a semana passada, para não permitir o fechamento de um desses postos. No Conjunto João Sampaio, há queixas de que o PM Box construído pelos moradores foi abandonado pela polícia. Na Praça 13 de Maio, o posto não tem policiamento desde quinta-feira passada. Ontem pela manhã, as portas do PM Box estavam fechadas, e um cachorro dormia na calçada. Segundo moradores e comerciantes, à noite, o espaço vira reduto de marginais, que usam a própria calçada do PM Box para se drogar e fazer sexo. Eles relatam que no fim de semana passada teve briga de galera e até tiroteio nas imediações. ?Não há segurança. Estou fechando a banca mais cedo para evitar prejuízos?, diz o comerciante Múcio Luciani, que tem uma banca de revista vizinho ao posto de policiamento da Praça 13 de Maio. Outra comerciante, Vanilde da Silva, também reclama da situação. ?Nós construímos o posto, pagamos água, luz e a alimentação dos policiais, mas eles foram retirados sem nenhuma satisfação?, denuncia. Ela não concorda que os moradores tenham de comprar equipamentos para a polícia, e alega que a comunidade tem cumprido a sua parte, assumindo a despesas de manutenção do PM Box. ?Falta a polícia fazer a sua parte nessa parceria?, argumenta. No conjunto Pajuçara, a associação de moradores vai tentar mobilizar a comunidade para a compra de uma moto, aparelho celular e equipamentos a serem utilizados pelos policiais. Ontem, eles estiveram reunidos com o coronel Marcos Brito, do CPC e saíram com a proposta de assumir o ônus da parceria. Segundo o coronel Brito, o posto está sendo mantido com a presença de apenas um policial, mas, na sua avaliação, isso tem pouquíssimo impacto no combate à criminalidade.

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