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Terreno baldio acumula lixo h� 20 anos

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FÁTIMA ALMEIDA Repórter Um terreno baldio transformado em lixão, na esquina da Avenida Assis Chateaubriand com a Rua José Alves Barbosa, tem causado transtornos aos moradores do Trapiche da Barra. Eles dizem que já apelaram para prefeitura, polícia, órgãos ambientais e até para a Ouvidoria Geral do Estado, mas a situação permanece. Segundo o líder comunitário João Júlio da Silva, até mesmo caminhões da prefeitura despejam lixo de metralha no local. O terreno é uma área aberta e, segundo moradores, está assim há mais de 20 anos. E o pior é que não se sabe quem é o dono. ?Um parecer da Ouvidoria garante que não é do Estado; a prefeitura diz que é terreno particular e que não lhe cabe fazer a limpeza. Se não tem dono, vamos ocupar e fazer uma área de lazer comunitária?, sugere Júlio. Candidatos a dono até que tem alguns. Há cerca de dois anos, segundo os moradores, o ex-presidente da Associação dos Oficiais da PM, coronel Tavares, disse que o terreno pertencia a 21 oficiais, mas nunca revelou quem são. Segundo moradores, recentemente o atual presidente da associação, major Lucena, disse que tem documentos comprovando que a área pertence à entidade, cuja sede é vizinha, e prometeu cuidar da limpeza. Isso foi em dezembro passado. Depois disso foi colocado um vigia no local, mas a situação de acúmulo de lixo continua crescendo. ?Até copos descartáveis e restos de festas da própria associação são despejados aqui?, diz a moradora Sônia Gonçalves. A Gazeta não conseguiu localizar o major Lucena para dar sua versão. Conseqüências O descaso se reflete na saúde da população. É difícil encontrar uma família que não tenha alguém com problemas respiratórios causados pela poeira. A sogra e a sobrinha de Sônia vivem doentes. A proliferação de ratos, baratas, escorpiões e até cobras constitui um risco permanente. A insegurança é uma ameaça à parte, que os moradores também relacionam com o abandono do terreno. ?É lá onde se concentram marginais. A área é um antro de drogas e motel ao ar livre, principalmente depois que tiraram o policiamento que era mantido na associação dos moradores?, diz Júlio.

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