Cidades
MST desocupa BB ap�s acerto de contas
| MAIKEL MARQUES Repórter Girau do Ponciano - Grupo de 150 agricultores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) concordou em desocupar, ontem à tarde, a agência do Banco do Brasil (BB) de Girau do Ponciano, que tinha sido invadida na manhã da última quarta-feira. Pressionados por 26 homens do Pelotão de Operações Especiais (Pelopes) da Polícia Militar, os trabalhadores evacuaram o prédio depois do acerto de contas, em Maceió, entre a direção do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária de Alagoas (Incra) e do MST estadual, que resultou na liberação de recursos. Os trabalhadores rurais ocuparam a agência bancária para exigir do Incra a liberação de R$ 2.400 para cada uma das famílias do assentamento Sete Coqueiros. Diante do impasse entre MST e Incra, a direção do BB de Girau do Ponciano optou pelo fechamento da agência, o que inviabilizou o atendimento da clientela na quarta, quinta e manhã e início da tarde de ontem. Durante o tempo de ocupação, lideranças do MST acusavam a direção do Incra de não liberar os recursos do fomento. A assessoria do Banco do Brasil, por sua vez, informou que somente o Incra teria autonomia para movimentar valores em benefício dos trabalhadores. ?A gente só sai depois de uma definição?, protestava, ontem pela manhã, um dos trabalhadores mobilizados. Tensão Nem mesmo a pressão feita pelo grupo de 26 homens do Pelopes do 3º Batalhão da PM de Arapiraca, que se deslocou até Girau do Ponciano e bloqueou a principal avenida da cidade, intimidou os agricultores. Eles ensaiaram um confronto, que acabou não acontecendo. Os agricultores se refugiaram no hall da agência, de onde só saíram depois que a coordenação estadual do movimento fechou acordo com a direção do Incra, em Maceió. ?Felizmente, a saída foi pacífica. Eles ameaçaram confronto, mas acabaram recuando depois da reunião em Maceió?, disse o capitão José Ilton Feitosa, responsável pelo Grupamento de Polícia Militar da cidade. ?Não houve necessidade de empregar a força militar?, completou. Depois da saída dos trabalhadores, a PM vistoriou todas as dependências da agência e constatou que não houve danos ao patrimônio público.