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Sem-terra retomam ocupa��o ao Incra

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| CARLA SERQUEIRA Repórter A Praça Sinimbu e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no centro de Maceió, voltaram a ser palco de invasão de sem-terra. Uma comitiva de 800 trabalhadores do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) ocupou os locais para reivindicar a divisão de lotes em quatro assentamentos do chamado Projeto de Assentamento (PA) Chico Mendes, em União dos Palmares. Eles chegaram na manhã de ontem e prometem só deixar a cidade se forem atendidos. ?Tem gente de União dos Palmares, Messias, Murici, Branquinha, Ibateguara e São José da Laje. Se for preciso, mais mil pessoas vão chegar para acampar na praça?, afirmou um dos líderes do movimento, José Cícero Caetano da Silva, conhecido como ?Perigo?, por seus companheiros. Por mais de três horas, a direção do Incra e representantes do MLST discutiram propostas para os assentamentos do PA Chico Mendes. ?Vamos nos reunir com o Instituto de Terras e de Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) para tentar que o órgão disponibilize um técnico?, disse a ouvidora regional agrária do Incra, Katiúcia Mendes, que acompanhou a reunião. ?Conseguimos que o Incra cedesse uma viatura. Agora é preciso um técnico para fazer o trabalho de topografia na área?, explicou. A reunião com o Iteral está marcada para hoje, às 10h, na sede do órgão. ?É preciso estudar a topografia do lugar para depois dividir os lotes. Só com esse estudo concluído é possível destinar recursos para os assentamentos?, detalhou a ouvidora, garantindo que a verba para os trabalhos de topografia já está garantida. ?Por meio do convênio firmado entre o Incra e o Iteral, o Incra libera recursos para o Iteral executar os serviços?, disse Katiúcia Mendes. De acordo com os sem-terra, não houve prejuízos aos trabalhos do Incra ontem, após a chegada das famílias no local. ?Não viemos badernar. O pessoal trabalhou sem problema. Queremos só que os diretores do Incra cumpram com o que prometeram. Para isso, vamos ficar aqui o tempo que for preciso?, reagiu o sem-terra Manoel Barbosa. Ano passado, até outubro, diferentes grupos de sem-terra tomaram a Praça Sinimbu por oito vezes, segundo as contas do próprio Incra. Esta é a primeira invasão do ano. ?Estamos aqui sem comer. Não mandaram almoço nem jantar?, cobra o líder ?Perigo?, ao reclamar da falta de assistência do Incra. ?Por mim, os diretores do Incra deveriam sofrer aqui com a gente, sem comida e sem dormida. Não era para nenhum sair do prédio até resolver o problema?, disse o sem-terra, afirmando que a tomada do órgão é a única forma de chamar a atenção dos dirigentes.

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