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Pacto tenta levar cidadania a exclu�dos

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| FÁTIMA ALMEIDA Repórter Município, Estado e iniciativa privada estabeleceram um pacto para enfrentar um grande desafio: garantir cidadania para 385 pessoas que vivem nas ruas de Maceió. O projeto Guardião da Cidadania, lançado ontem na sede da Associação Comercial, pretende tirar das ruas crianças, adolescentes e adultos que vivem em situação de extremo risco social, trabalhando, morando ou pedindo nas ruas. Traduzido em metas e ações, o projeto significa garantir itens como capacitação, moradia, renda mínima, oferta de emprego, educação formal e atividades de lazer, para esse público e tirá-los da situação de mendicância. Segundo a secretária municipal de Assistência Social, Elizabeth Marques, a idéia é que até o final do ano todas essas pessoas tenham sido contempladas com oportunidades de cidadania, de acordo com a sua realidade, e não precisem permanecer nas ruas, a não ser exercendo trabalho digno. ?Nossa meta é atender 100% desse público, com inclusão social?, explica Maria da Conceição Acioli, uma das cordenadoras do projeto. O projeto parte de uma campanha imediata contra a doação de esmolas e vai trabalhar com várias vertentes. ?Ao invés de estar na rua limpando pára-brisa, o adolescente (com mais de 16 anos) vai estar lá como guardião de trânsito; o que vive na praça pode se transformar em guardião do verde; teremos os guardiões do turismo. Tudo isso, com capacitação e remuneração?, explicou o técnico Carlos César, também da equipe de coordenação. Num outro horário, os adolescentes terão que freqüentar salas de aula de educação formal, atividades de esporte e lazer e outras formas de inclusão social. Os que têm envolvimento com drogas terão de passar, antes, por um processo de tratamento. Para os adultos desempregados serão oferecidas oportunidades de emprego. Segundo os coordenadores, já existem 110 vagas abertas no mercado de trabalho, por meio de parcerias com a iniciativa privada, a serem preenchidas. Na próxima segunda-feira o projeto vai ser apresentado aos empresários ligados à Associação Comercial. A idéia é que eles banquem a recupereção do Centro Social Urbano da Jatiúca, para que seja transformado num centro de triagem social. A reestruturação do Complexo Humberto Mendes, vinculado à Secretaria Executiva de Inserção e Assistência Social, também está dentro do Projeto Guardião. ?É louvável essa iniciativa e acredito que vai dar certo, porque percebo que o projeto foi feito com amor e muita vontade?, aposta o empresário Ronald Vasco. Na platéia, Fivaldo Francisco Moreira se emociona ao ver sua cara no vídeo institucional do programa. Aos 30 anos, ele nunca teve a carteira de trabalho assinada. Desde os 18 trabalha limpando pára-brisa de carro num sinal de trânsito de Jaraguá. É de lá que ele tira o sustento da família (mulher e três filhos). ?Pela primeira vez, estou me sentindo um cidadão?, disse ele. O projeto Guardião só vai trabalhar com famílias oriundas de Maceió. As que forem de outros municípios ou de outros estados serão orientadas a retornar a seus locais de origem.

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