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Teto desaba e p�ra fisioterapia do SUS

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Dezenas de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que precisam diariamente do setor de fisioterapia do Posto de Atendimento Médico (PAM) Salgadinho estão sem atendimento. A denúncia veio à tona ontem, mas o motivo que desencadeou a suspensão do serviço: o desabamento de parte do teto do bloco G da unidade aconteceu há quase 15 dias. Engenheiros da Secretaria Municipal de Saúde estiveram ontem no PAM e detectaram o problema, que não foi solucionado antes, segundo a direção, porque não existiam recursos para fazer a reforma. ?O excesso de chuva no início de janeiro provocou a queda de parte do teto. A lona de plástico acumulou água e acabou não sustentando. Por isso os aparelhos de recuperação tiveram de ser suspensos temporariamente?, relatou o diretor-geral do PAM Salgadinho, Vanilo Soares. Desabamento O desabamento aconteceu no início da manhã e por sorte nenhum paciente estava no setor de fisioterapia. ?Os usuários serão remanejados para outros centros de apoio que atendem pelo SUS. Não teve como transferir de imediato porque já existia programação de atendimento nos outros locais?, lembrou Armando Teixeira, da Direção de Ações de Saúde do posto. Reforma A direção do PAM informou que a reforma de parte do prédio deve começar ainda esta semana. Diariamente fazem fisioterapia no PAM cerca de 65 pacientes adultos, durante os dois turnos em que o setor funciona. ?Essa reforma vai superar R$ 15 mil, por isso vai ser feita uma licitação para a obra. Acredito que não deve demorar muito porque já está tudo bastante encaminhado?, destacou o diretor-geral do PAM. Vanilo Soares conta que no dia seguinte ao desabamento da estrutura a Secretaria Municipal de Saúde foi comunicada do fato. O local onde houve a queda do teto nunca passou por reformas e, segundo funcionários do posto, a estrutura do setor de fisioterapia foi montada há mais de 25 anos. O Posto do Salgadinho, o maior de Alagoas, passou recentemente por uma grande reforma e chegou a ficar fechado por dez dias. Sem terapia Pela primeira vez em mais de seis meses, o auxiliar de cozinha Sebastião Dantas teve de interromper sua fisioterapia no PAM. Sempre nos dias de quinta e sexta-feira ele procurava o posto, mas agora com o desabamento de parte do teto teve de parar o tratamento. ?Já estão aumentando as dores na coluna por causa da falta da fisioterapia. Não consigo vaga em outro lugar, tem de ser no PAM e vou esperar. É o jeito?, lamentou Sebastião Dantas, que mora no Benedito Bentes I e sofreu um acidente de trabalho.

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