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Prefeito � acusado pela Igreja Cat�lica de agredir p�roco

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GILVAN FERREIRA Repórter São Luiz do Quitunde - A Igreja Católica está em ?pé de guerra? com o prefeito de São Luiz do Quintude, Cícero Cavalcante (PMDB), acusado de perseguir o jovem pároco Edivan Bernardino, 27, que assumiu a paróquia do município no último mês de novembro. Ao assumir a pároquia, em substituição ao padre Edvaldo Afrânio, aliado do prefeito Cícero Cavalcante, que inclusive o nomeou para a Secretaria Municipal de Assistência Social, o padre Edivan deu início a uma reformulação na orientação da Igreja aos católicos do município, o que teria causado uma reação do prefeito Cícero Cavalcante. Os atritos entre o padre e o prefeito se acentuaram na semana passada, quando teve início a festa da padroeira de São Luiz do Quintude, Nossa Senhora da Conceição. Padre Edivan teria sugerido ao prefeito que não aceitaria a utilização do nome da padroeira na programação oficial da prefeitura, que trazia entre outras atrações ?Moleca Sem-Vergonha? e ?Danados do Forró?. O clima ficou mais tenso depois que o padre da cidade não citou o nome do prefeito durante uma missa na matriz da cidade, que teria utilizado um carro de som para atacar o padre e cobrar os recursos investidos pela prefeitura na festa da padroeira, cerca de R$ 30 mil. DEVOLUÇÃO Revoltado com as cobranças do prefeito, o padre decidiu devolver um cheque de R$ 3 mil ao prefeito. Depois desses fatos, a relação entre o prefeito Cícero Cavalcante e o padre Edivan ficou abalada. Na última terça-feira, um morador da cidade, conhecido como Carlinhos Polícia, armado com uma faca, tentou agredir o padre Edivan, que não chegou a ser atingido. O clima de ?guerra santa? ficou mais acentuado quando Cavalcante usou um palanque para criticar o padre e o arcebispo de Maceió, dom José Carlos Melo. Segundo moradores da cidade, o prefeito teria falado sobre a vida sexual do padre e chamado o arcebispo de Maceió, dom José Carlos Melo, de satanás. Cícero Cavalcante negou as ofensas ao padre Edivan e ao arcebispo de Maceió. ?Eu não tenho nada contra o padre Edivan e o arcebispo de Maceió. Eu não disse que eles eram satanás. O padre Edivan é que vem trazendo alguns problemas, ele afastou 220 crianças do Peti que eram atendidas na casa paroquial. Eu ajudei o padre na realização da festa da padroeira?, disse ontem o prefeito Cícero Cavalcante. Já o padre Edivan recebeu a Gazeta, mas foi orientado pela Igreja a não se manifestar. ### Pároco diz que política persegue Igreja REGINA CARVALHO Repórter A Igreja Católica prepara uma forte mobilização em resposta ao prefeito de São Luiz do Quitunde, Cícero Cavalcante, que segundo lideranças religiosas estaria perseguindo o novo pároco do município, padre Edivan Bernadino da Silva, 27 anos. A Arquidiocese de Maceió convocou todo o clero, religiosos, pastorais, movimentos sociais e associações para uma missa, no próximo domingo, 12, que vai acontecer em São Luiz do Quitunde, que será conduzida pelo próprio arcebispo metropolitano, dom José Carlos Melo, e pelo pároco Edivan Bernardino, citados como alvos da fúria do prefeito. O padre Cícero Leite da Cruz, da paróquia da Pitanguinha, destacou que se preciso for vai informar ao papa Bento XVI a suposta perseguição do prefeito Cícero Cavalcante ao padre Edivan. ?Vou comunicar a todas as autoridades eclesiásticas o que está acontecendo em Alagoas. Se ele (prefeito) continuar agindo dessa forma vou dizer que em Alagoas a política persegue a Igreja?, detalhou o pároco. Para o padre Cícero Leite, alguns políticos alagoanos agem como se estivessem no tempo colonial. ?Como se a Igreja fosse departamento do Estado ou dependência da prefeitura. Cada um fica na sua esfera. Querem manipular a Igreja num ano eleitoral?, relatou. Segundo o pároco, os desentendimentos entre o padre Edivan e o prefeito de São Luiz do Quitunde começaram no fim do ano passado e se agravaram durante a festa da paróquia no município. ?O prefeito disse que ia trazer o padre Antônio Maria, mas não comunicou isso às autoridades religiosas. Queria concorrer com a festa da paróquia. O arcebispo não aceitou a vinda do padre Antônio Maria?, contou o padre Cícero Leite. De acordo com informações da Igreja, o padre Edivan Bernadino não teria concordado com a interferência de Cícero Cavalcante na paróquia. ?Soube que ele (o prefeito) queria pintar a igreja de amarelo - parece que é a cor da campanha dele. E isso não aceitamos. Isso acontece quando um prefeito tem uma cabeça pré-republicana. Além do que o prefeito queria ocupar capelas, transformando-as em salas de aula?, lamentou. Satanás Ainda segundo o religioso, o padre Edivan tem boa índole e quer uma igreja livre de pressões políticas. A situação entre o chefe do Executivo e a Igreja ficou ainda mais complicada depois que Cícero Cavalcante colocou um carro de som nas ruas do município, com fita gravada, chamando o arcebispo metropolitano dom José Carlos Melo de satanás. ?Ele extrapolou. O arcebispo foi lá dar apoio ao padre por causa de tudo o que estava acontecendo e ele colocou um carro de som chamando o arcebispo de satanás. A gente não aceita ofensas. Se preciso for vou levar isso ao papa. Ele foi muito ousado?, reforçou Leite. Indignado, o padre Cícero Leite declarou que agora o prefeito terá de chamar todos os padres de satanás, já que todos que compõem a Igreja católica repudiam a atitude de Cícero Cavalcante. ?Ele tem o poder do dinheiro, da política e a Igreja tem moral, tem prestígio?, rebateu.

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