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Nº 5732
Cidades

Mulheres do Graciliano Ramos recebem aulas de cabeleireiro

| CARLA SERQUEIRA Repórter O dia ontem foi dedicado à beleza no conjunto Graciliano Ramos. A Organização Não-Governamental (ONG) “Graciliano é uma Graça” realizou uma aula prática do curso de cabeleireiro, no pátio da entidade. Foram atendidas, gratuita

Por | Edição do dia 04/02/2006 - Matéria atualizada em 04/02/2006 às 00h00

| CARLA SERQUEIRA Repórter O dia ontem foi dedicado à beleza no conjunto Graciliano Ramos. A Organização Não-Governamental (ONG) “Graciliano é uma Graça” realizou uma aula prática do curso de cabeleireiro, no pátio da entidade. Foram atendidas, gratuitamente, pelas 23 futuras profissionais cerca de 200 pessoas. O curso, chamado de Salão Escola, está no terceiro mês e conta com o apoio do Ministério do Trabalho e da Secretaria Estadual do Trabalho. De acordo com o presidente da entidade, professor Nilson Júnior, o curso é a primeira capacitação profissional de muitas mulheres residentes no Graciliano Ramos. “Estas aulas estão proporcionando a estas pessoas a oportunidade de conquistar uma renda própria e, a partir disso, pensar num futuro melhor. Muitas dessas alunas estão desempregadas e nunca tiveram a carteira assinada”, disse ele, ao revelar que após o término das aulas, dia 14 de março, as aprovadas serão automaticamente incluídas no Sistema Nacional de Empregos (Sine), o que vai aumentar suas chances de contratação. Para a dona-de-casa Rosenilda Cardoso, 35 anos, o curso de cabeleireiro veio em boa hora. “Faz tempo que não tenho um emprego. Sempre sonhei em ser cabeleireira, mas nunca tinha dinheiro para pagar o curso. Aqui já aprendi várias técnicas que não sabia, estou adorando”, relatou, ao afirmar que depois quer montar o próprio salão. “De início, não vou poder montar o meu próprio negócio, mas estarei pronta para as ofertas que surgirem”, disse, confiante. O Salão Escola também trouxe benefício para comunidades vizinhas. Dona Lenice Marques Oliveira, 51 anos, andou 15 minutos do Vilage Campestre II até o Graciliano Ramos. “Quando ouvi o anúncio no carro de som, resolvi experimentar. Estou gostando muito. É bom para as alunas e bom para a gente, que cuida do visual sem gastar nada”, disse ela, que pela primeira vez esteve na ONG. Nilson Júnior explicou que os cursos de cabeleireiro, culinária e corte e costura foram os mais solicitados pela comunidade durante o censo realizado pela ONG. Segundo ele, foram consultadas 1.500 famílias das 2.048 moradoras do Graciliano Ramos. 60 jovens se envolveram na pesquisa, que ocorreu entre 20 de novembro e 25 de dezembro do ano passado. “Esses jovens”, afirmou Nilson, “hoje são monitores nas turmas infantis. Temos aulas de reforço, recreação e arte-educação”, disse.

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