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IMA amea�a cancelar licen�a de f�brica

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| CARLA SERQUEIRA Repórter São Miguel dos Campos - A fábrica de cimento Cimpor, instalada na zona rural do município de São Miguel dos Campos, iniciou o dia de ontem com as atividades paralisadas. Como a Gazeta publicou no último domingo, dia 5, moradores do entorno da empresa reclamam da poluição do ar e dizem sofrer com o barulho das explosões, provocadas pela extração de matéria-prima. O Instituto do Meio Ambiente (IMA), que tomou conhecimento da situação por meio da publicação na Gazeta, se reuniu na manhã de ontem com os diretores da fábrica. ?Eles falaram que, de fato, o filtro electrostático havia quebrado na quinta-feira (dia 2)?, disse o assessor da presidência do IMA, Alder Flores, ao explicar que a empresa parou ontem para realizar manutenção em seus equipamentos. Mas, segundo relatos dos moradores, há mais de 15 dias a falha vem causando danos à saúde, principalmente das crianças. ?Até as plantas sofrem, porque a água que a gente usa para regar a plantação se junta ao pó do cimento e forma uma pasta. As folhas amanhecem duras?, relatou o jardineiro Jerson Joaquim. Na matéria publicada no último domingo, o próprio secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente de São Miguel dos Campos, Risonaldo José, diz que há quatro meses recebeu reclamações por causa da poluição do ar provocada pela poeira. ?A gente chega a ficar sem fôlego?, disse a dona-de-casa Maria José Ferreira, residente na fazenda Furado, por trás da fábrica. ?Temos de observar que existe uma estrada de barro nas imediações e a poeira pode vir da terra?, ponderou Alder Flores. Segundo ele, a empresa Cimpor está em processo de renovação da licença de operação, documento emitido pelo IMA que autoriza o funcionamento das máquinas. ?Para que a fábrica tenha a sua licença renovada pelo órgão, vamos fazer uma avaliação rigorosa de como ela vem atuando?, garantiu o assessor, ao revelar que ontem uma equipe do IMA se dirigiu à cidade de São Miguel dos Campos para realizar a primeira vistoria na área. ?Técnicos do IMA visitaram a empresa e vão elaborar um relatório. Estamos levantando informações para que seja observada a veracidade das denúncias feitas pelos moradores do lugar?, disse ele. Vizinhos do barulho As explosões são outro problema relatado pela comunidade vizinha da fábrica. ?Quando eles soltam a bomba, assusta todo mundo. A menina dá cada pé de carreira!...?, comentaram Fabiana e Cícero, pais de uma criança de 4 anos. ?É preciso saber ao certo quem chegou primeiro: a fábrica ou os moradores?, afirmou o assessor do IMA, Alder Flores, ao explicar que todas as informações serão levantadas pelos técnicos do órgão durante as vistorias previstas na empresa. Flores informou que hoje uma segunda visita será feita à fábrica. ?Quando as máquinas, principalmente o filtro, voltarem a funcionar, serão coletadas amostras da atmosfera para análise. Só após os resultados vamos saber se a fábrica está dentro ou fora dos padrões exigidos pela legislação ambiental?. Ele disse, ainda, que caso sejam observados danos ao meio ambiente oriundos de irregularidades na Cimpor, as pessoas que comprovarem problemas de saúde podem receber idenização. ?Vamos estudar os relatórios que estão sendo produzidos e, se for o caso, aplicar as penalidades previstas na lei?, concluiu, Alder Flores.

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