Cidades
Inc�ndio foi causado por circuito, diz CB
| FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter O incêndio no Cheiro da Terra, ocorrido em 27 de dezembro do ano passado, foi provocado por um curto-circuito, causado por aquecimento na fiação elétrica. Pelo menos essa foi a conclusão do laudo dos peritos do Corpo de Bombeiros (CB), apresentado ontem de manhã pelo comandante da corporação, coronel Jair Cordeiro. ?Houve irresponsabilidade, mas chegar à conclusão se o incêndio foi criminoso ou acidental, não somos nós que vamos dizer?, afirmou o comandante do CB. No laudo assinado pelo tenente-coronel Luís Antônio Honorato, major Paulo Marques e pelo capitão Jack Emerson ficou descartada a possibilidade de o incêndio ter sido criminoso. De acordo com os peritos, o foco do incêndio teria sido iniciado na lateral do Museu de Lampião. Na hora do incêndio, apenas a iluminação do museu e as câmeras de segurança do prédio estavam ligadas. Irregularidades No laudo, os peritos descartaram a possibilidade de o incêndio ter sido provocado por combustão espontânea, descarga atmosférica (queda de um raio) ou ação de pessoa direta (dolosa). Eles identificaram também diversas irregularidades no local como falta de aterramento e o subdimensionamento da rede elétrica para o número de estandes instalados no local. Por causa dessa sobrecarga, os condutores sofreram aquecimento que pode ter superado 1000°, capaz de derreter o isolante e provocar fusão do cobre em um ou mais pontos. Além disso, a fiação sofria com a ação da maresia. Em alguns disjuntores havia mais de uma fiação elétrica, como confirmam fotos tiradas pelos peritos, configurando a existência de ligações clandestinas. Essa sobrecarga na rede, de acordo com o coronel Jadir Ferreira, pode ter sido um dos motivos de eles não terem se desligado quando houve o curto-circuito que causou o incêndio. Segundo Cordeiro, irregularidades já haviam sido observadas por ele quando esteve no local, logo após o incêndio. Em meio aos escombros foram encontrados botijões de gás de cozinha, fogões e até geladeiras, indícios de que pessoas moravam no local. ?Tudo aquilo era um cenário propício para que viesse a ocorrer um fato como esse?. O comandante do CB, coronel Jadir Cordeiro, disse que verificar as condições da rede de energia não é responsabilidade do Corpo de Bombeiros. Mas não quis apontar diretamente a Companhia Energética de Alagoas (Ceal) como responsável por fazer essa fiscalização.