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IMA notifica f�brica por poluir o ar

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| CARLA SERQUEIRA Repórter São Miguel dos Campos - A fábrica de cimento Cimpor foi notificada, ontem, após detalhada vistoria realizada pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA) na região onde atua. A empresa, instalada na zona rural de São Miguel dos Campos há cerca de 20 anos, tem que apresentar, dentro de 5 dias úteis, um relatório técnico explicando as causas da emissão de resíduos poluentes na atmosfera, semana passada. A irregularidade na fábrica de cimento foi exposta na edição do último domingo da Gazeta, por meio da qual o órgão fiscalizador tomou conhecimento do problema. Os moradores reclamam de falta de ar, do barulho causado pela detonação de rochas, e ainda da poluição do Rio São Miguel. Uma falha foi detectada no filtro eletrostático da indústria, no final da última semana. Na última segunda-feira, dia 6, a fábrica paralisou suas atividades para promover a manutenção do aparelho. Ontem, ela havia voltado a operar. ?A empresa errou porque não comunicou o problema ao IMA logo após a ocorrência?, frisou o gerente de Controle Ambiental do órgão, Paulo Costa, classificando como ?rigorosa? a vistoria feita na região. Ele constatou que ?de fato, o filtro deixou de funcionar e, por isso, houve emissão de resíduos poluentes na atmosfera?. Paulo Costa disse que não pode afirmar com certeza durante quanto tempo houve poluição do ar, mas garantiu que a situação, agora, está normalizada. Água e Poeira Amostras de água do Rio São Miguel e da poeira produzida na região também foram analisadas pelos técnicos do IMA, ontem pela manhã. ?Constatamos que a poeira da qual os moradores do lugar reclamam não vem da fábrica e sim, da estrada de barro?, revelou o gerente Paulo Costa. De acordo com os moradores, a fábrica também estaria despejando dejetos no leito do rio e causando mortandade de peixes. ?De vez em quando, a água é envenenada e os peixes aparecem boiando?, comentaram. Mas a possibilidade foi descartada pelos técnicos do IMA. ?Observamos que a poluição do Rio São Miguel não tem relação nenhuma com as atividades da fábrica. Para a produção de cimento, não é utilizada água?, disse ele. ?O que pode ocorrer é a influência da maré?, disse Paulo Costa. De todo modo, no relatório que a fábrica de cimento Cimpor terá de submeter, dentro de cinco dias, à avaliação do IMA, tem que constar estudos sobre a qualidade da água do Rio São Miguel, pontuando os resultados do chamado ?monitoramento ambiental do corpo d?água?. Paralelamente, o IMA também vai produzir um relatório da vistoria realizada ontem. A Cimpor, que pertence a um grupo português, está em processo de renovação da licença de operação e precisa funcionar de acordo com as normas estabelecidas pelo órgão para continuar operando em Alagoas. Paulo Costa adiantou que a fábrica pretende trocar o ?coque?, um produto derivado do petróleo, pelo gás natural. ?Com o gás, não há produção de resíduos poluentes. O Estado também está interessado, porque vai vender o gás e, para o meio ambiente, não existe melhor opção?, revelou o gerente de Controle Ambiental.

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