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Nº 5732
Cidades

Missa sela um pacto de paz em S�o Luiz

FERNANDO VINÍCIUS Repórter São Luiz do Quitunde - Tudo em paz. Este foi o clima em São Luiz do Quitunde, a 64 quilômetros de Maceió, durante a celebração em apoio ao padre Edvan Bernardino, pároco que entrou em conflito com o prefeito da cidade,

Por | Edição do dia 14/02/2006 - Matéria atualizada em 14/02/2006 às 00h00

FERNANDO VINÍCIUS Repórter São Luiz do Quitunde - Tudo em paz. Este foi o clima em São Luiz do Quitunde, a 64 quilômetros de Maceió, durante a celebração em apoio ao padre Edvan Bernardino, pároco que entrou em conflito com o prefeito da cidade, Cícero Cavalcante. A missa realizada pelo arcebispo de Maceió, dom José Carlos de Melo, reuniu centenas de fiéis vindos de diversos municípios, em caravanas. Apesar da movimentação intensa, o esquema especial de segurança montado pela Polícia Militar, com o apoio do Batalhão de Operações Especiais (Bope), foi dispensado por causa da tranqüilidade que marcou o evento. Iniciada às 10 horas, a missa campal ocorreu em frente à Igreja de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de São Luiz do Quitunde. Mais de 50 autoridades eclesiásticas subiram ao palco montado para a celebração, que durou quase duas horas. À direita do altar improvisado, sob a sombra das casas, o prefeito Cícero Cavalcante acompanhava a missa ao lado de familiares e correligionários. Ele comentou o fim das desavenças entre o poder público municipal e a Igreja Católica, acertado durante encontro solicitado por ele, realizado sexta-feira, 10, na Cúria Metropolitana de Maceió com representantes dos dois setores. “Nós chegamos a um consenso depois de esclarecidos os fatos que criaram esse mal-entendido. Agora estamos em paz”, disse o prefeito, acrescentando que as desavenças foram motivadas por questões políticas, reafirmando que não ofendeu publicamente o padre Edvan e nem o arcebispo José Carlos. Sobre os imóveis da Igreja que estavam cedidos à prefeitura para funcionamento de escola e atividades do Programa de Erradicação do Trabalho de Infantil (Peti), já devolvidos a pedido da Diocese de Maceió, Cavalcante declarou que alugou um prédio para abrigar as 240 crianças atendidas pelo programa do governo federal. Em relação aos alunos que estavam estudando na capela do povoado de Lagoa Vermelha, a prefeitura ainda está providenciando um novo local. Documento da paz Além de esclarecer os fatos, a entrevista com o arcebispo José Carlos de Melo serviu para selar a paz e restaurar a independência entre os setores, de acordo com teor da ata da reunião, lida no final da missa. O documento assinado pelo prefeito, arcebispo e demais autoridades presentes ao encontro, apresenta as decisões tomadas “que devem ser assumidas por ambos os poderes”. Entre os pontos definidos, em relação à festa da padroeira, consta que a “colaboração da prefeitura deve ser apresentada ao pároco, a fim de que tudo seja feito de acordo com o projeto cultural que respeite os valores religiosos e morais”. Qualquer ajuda da administração pública será incluída na “lista de doações”, sendo o emprego definido pelo pároco local. “Aceitamos as ofertas, mas não ao preço da nossa liberdade e independência”, arremata o documento. A leitura da ata pelo arcebispo de Maceió encerrou a missa. O padre Edvan Bernardino, pároco de São Luiz do Quitunde, seguiu a orientação superior e manteve-se em silêncio.

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