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�ndio faz greve de fome por terra e denuncia abandono

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O abandono dos índios da tribo kaxagó levou o cacique Natuyê ou Ivanildo dos Santos a iniciar uma greve de fome, em nome das 50 famílias que lidera. O protesto solitário e silencioso ocorre na sede da Fundação Nacional do Índio (Funai). Pintado para a guerra, ele diz que só interrompe o ato extremo quando puder negociar o retorno para os três mil hectares de terras que foram tomados de seus ancestrais. Atualmente, os kaxagós vivem abrigados em terras dos kariri xocós, no município de Porto Real do Colégio. ?Estamos vivendo de favor e isso tem provocado até briga?, diz Natuyê. A área reivindicada pelos índios kaxagós está localizada na cidade sergipana de Pacatuba. A documentação que comprova a reivindicação do cacique Natuyê já foi remetida a Brasília para análise da Funai. Entretanto, segundo o líder indígena, até o momento nada foi resolvido. ?Dizem que não há recursos para que as pessoas que hoje moram em nossas terras sejam indenizadas. Enquanto isso, nosso povo fica no abandono?, lamentou o cacique. Dados históricos comprovam que os kaxagós chegaram a ter uma população de pelo menos sete mil índios. O processo de dizimação também é reconhecido oficialmente. O administrador da Funai em Alagoas, José Heleno de Souza, disse que enviará um antropólogo para fazer um laudo da área pertencente à tribo. Ontem, ele tentou convencer o cacique a suspender a greve e revelou que, após o carnaval, Natuyê poderá seguir com uma comissão a Brasília e negociar pessoalmente.

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