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Foli�es refor�am seguran�a no Litoral

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| REGINA CARVALHO Repórter Os dois ousados assaltos ocorridos no mês passado às casas de veraneio do presidente do Tribunal de Justiça (TJ), desembargador Estácio Gama e do juiz goiano Danilo Meireles, respectivamente em Paripueira e Barra de São Miguel, provocaram mudança de comportamento em grande parte dos moradores e foliões que lotam dois dos principais destinos durante o carnaval, alvos da ação de marginais. Eles resolveram se precaver e adotaram medidas de segurança para evitar ?surpresas desagradáveis? nesse período. Um loteamento de luxo resolveu reforçar a segurança por causa do assalto à casa do juiz e em decorrência da proximidade do carnaval. ?Nesse momento temos um porteiro a cada 12 horas de serviço. Agora vamos colocar dois para melhorar a segurança?, disse o administrador do Arquipélago do Sol, Alessandro Wagno. Uma motocicleta percorre toda a área de 183 lotes e 35 casas já construídas do loteamento, na Barra de São Miguel. Mas os proprietários informam que além da vigilância feita com auxílio da motocicleta, haverá ainda segurança por homens que devem percorrer a pé todo o trecho. Na Barra, inúmeras residências contam com cercas elétricas e, outras, arame farpado. O grande problema, segundo moradores dos municípios, é que os locais têm sua população mais que quadruplicada no carnaval, tornando-se alvo fácil da ação de marginais. Na Barra de São Miguel, por exemplo, segundo a Secretaria Municipal de Turismo, no período carnavalesco, a população de aproximadamente 7 mil habitantes salta para mais de 50 mil. Em Paripueira, a situação não é diferente. A prefeitura confirmou que a previsão é de que a cidade também receba cerca de 50 mil pessoas, muito mais que sua população de cerca de 12 mil habitantes. No município, poucas residências têm segurança eletrônica ou outro tipo de recurso que possa minimizar roubos e assaltos. Na rua onde foi assaltada a casa do presidente do TJ, por exemplo, poucas têm segurança reforçada. Os pescadores que moram na cidade confirmam a onda de assaltos. ?Todo dia tem casa arrombada?, destacou o pescador Adelmo Francisco. O delegado de Paripueira, Eulálio Rodrigues, reforça o que é dito pelos nativos. ?Estou à frente da delegacia há pouco tempo, mas já deu para saber que na baixa temporada são muitos arrombamentos, de dois a três por dia em casas de veraneio?, disse. Sem policiamento O Comando de Policiamento da Capital (CPC) reconhece que os assaltos às casas de veraneio foram ousados, mas diz que não vai aumentar a quantidade de PMs nas duas localidades em relação ao mesmo período de 2005. Terá praticamente o mesmo efetivo do ano passado. Na Barra de São Miguel, o CPC pretende instalar um PM Box que deve permanecer nos quatro dias de carnaval. Segundo informou o coronel PM Marcos Brito, comandante do CPC, oitenta homens, seis viaturas e 15 conjuntos de cavalaria farão a segurança na Barra, e, em Paripueira, cerca de 100 homens da PM serão destinados para o serviço. Em dias normais, nessas localidades a segurança é feita por cerca de 25 PMs por dia. O efetivo, segundo o coronel, é suficiente para dar tranqüilidade à população. ?Nosso efetivo para o carnaval deste ano é quase igual ao do ano passado. Isso é feito de acordo com a necessidade dos locais?, ressaltou Brito. O coronel diz que dentre os dez municípios que compõem a Grande Maceió, Rio Largo tem se destacado pela violência. ?Em termos de criminalidade Rio Largo é mais violento que a Barra e Paripueira?, diz. Outras cidades procuradas por foliões, Rio Largo, Pilar e Satuba também terão reforço no policiamento. ?Guarnições do Bope e da Radiopatrulha darão suporte na Grande Maceió e nos bairros que tradicionalmente têm carnaval de rua?, diz Brito. Para a capital, o CPC deve destinar 500 homens por dia durante a festa de Momo. ### Moradores temem onda de violência A aparente calmaria dos últimos dias nos municípios de Barra de São Miguel, no Liotral Sul, e Paripueira, no Litoral Norte, em nada lembra a situação registrada nos quatro dias de carnaval. A grande quantidade de foliões que lotam os dois balneários atrai a atenção de marginais e embora os poucos dias de folia sejam de lucro certo para pequenos comerciantes, acabam também se transformando em motivo de preocupação. Um funcionário de um mercadinho localizado no centro de Barra de São Miguel, que prefere não se identificar, relata casos de assaltos. Apesar de não ter sido vítima, ele já presenciou a ousadia de bandidos e diz que ficou com medo. ?Acho que faltam mais policiais nas ruas. Eles ficam mais preocupados em multar motoristas do que com o ataque dos bandidos?, lamenta o rapaz, segundo o qual um grupo de moradores já pensou em fazer um abaixo-assinado para denunciar o caso. De acordo com ele, policiais de trânsito cometem abusos no que se refere à ?perseguição a motoristas que vêm de fora?. Violência A procuradora do Estado e advogada Graça Patriota tem um imóvel em Paripueira, situado na mesma rua onde fica a casa de veraneio do presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Estácio Gama. Ela conta que por causa do assalto ao desembargador, resolveu reforçar a segurança. Além de um caseiro que foi contratado para cuidar da casa, Graça decidiu instalar câmeras. ?Se tivéssemos uma câmera antes seria mais fácil identificar os homens que assaltaram o desembargador?, ressaltou. Graça Patriota reforça que os arrombamentos a casas de veraneio na cidade são constantes e confirma que poucas recorreram à segurança eletrônica. A residência da advogada é vizinha da 3ª Companhia Independente de Paripueira, mas mesmo assim ela resolveu adotar outras medidas para garantir seu patrimônio. ?Essa questão da violência me preocupa. A situação no Estado não está nada fácil?, afirma a procuradora. Equipamentos eletrônicos Empresas confirmam que durante o carnaval aumenta a procura por recursos eletrônicos. O consultor de vendas Luciano Farias ressalta que entre os meses de dezembro de 2005 e janeiro deste ano as vendas cresceram de 50% a 80%. ?Todo dia atendemos de 8 a 10 ligações telefônicas de pessoas interessadas?, disse. Os recursos mais adquiridos por clientes são a cerca elétrica e o sistema de monitoramento. A clientela é composta basicamente por lojas do centro de Maceió, empresas e residências. A empresa de segurança Century atua também na Barra de São Miguel e Barra de Santo Antônio. Uma das formas mais baratas de manter imóveis seguros é o sensor, que dispara um alarme. O aparelho custa entre R$ 120 e R$ 300. ?Trabalhamos também com sistema de comodato?, reforça Luciano Farias. Depois de Maceió, recordista na aquisição desse tipo de serviço, proprietários de casas comerciais e residências de Arapiraca e Barra de São Miguel também aderiram ao sistema de segurança, principalmente para o período de carnaval. Outra empresa que presta esse tipo de serviço, a Nordeste, também contabiliza incremento nas vendas nos dias que antecedem o carnaval. A data passou a ser esperada com ansiedade por esse ramo, que aposta nas vendas no período. Três a quatro dias antes do canaval começa a procura, principalmente por pessoas que moram na capital e vão passar os dias no interior. Na empresa Suporte, que oferece exclusivamente vigilância eletrônica, o carnaval também vira certeza de lucro. Os responsáveis ressaltam que no período pré-carnavalesco há aumento de 30% a 40% em relação a ?dias normais?. Na empresa, a maioria das instalações acontece na capital. A procura, quase sempre, é por equipamentos com sistema de alarme, cerca elétrica e circuito fechado de TV. RC

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