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Prefeitura monta barreiras no Salgadinho

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CARLOS ROBERTS Repórter Operários da Somurb fizeram ontem barreiras de contenção do fluxo de água na foz do Riacho Salgadinho. O superintendente de Obras e Urbanização da Prefeitura de Maceió, Mozart Amaral, diz que o paliativo é para reduzir a poluição na Praia da Avenida. Semelhantes às ações anteriores, as barreiras de areia estancaram o fluxo de água com dejetos que o Salgadinho recebe em toda sua extensão, desde a nascente na altura do Tabuleiro do Martins. Pelo menos por enquanto a ?língua de esgoto? deverá desaparecer. Mas o forte odor é uma lembrança contínua do problema, que parece estar longe de uma solução definitiva. O secretário de Proteção do Meio Ambiente de Maceió, Ricardo Ramalho, disse ontem à tarde ao telefone que sua secretaria não tem uma proposta de solução definitiva para o problema. Na avaliação dele, ?isto depende de uma ação conjunta de várias secretarias e também do Estado?. ?Não há como ter a pretensão de equacionar imediatamente uma pendência de cerca de trinta anos?, complementa. Já o superintendente de Obras e Urbanização da Prefeitura, Mozart Amaral, diz que para pôr fim à polêmica da poluição no Salgadinho seria necessário colocar em prática um amplo programa de canalização de esgoto e vários outros tipos de dejetos que poluem o riacho em toda sua extensão, principalmente na região do Vale do Reginaldo. E enquanto não se dispõe de recursos para pelo menos esta parte da obra de despoluição, a solução são as barreiras de contenção. Ele explica, ainda, que isto é possível apenas nesta época do ano, devido à ausência de chuvas. ?Porque quando começa a chover e o nível da água aumenta, não há como segurar?, diz Com o que ele chama de ?água servida? retida, começa o trabalho de bombeamento para uma estação de tratamento e a parte mais suja segue para o emissário submarino, que leva o esgoto para o alto-mar. O primeiro bombeamento é feito por dois motores de 175 cavalos de força e uma tubulação de 400 milímetros, suficiente para garantir que o nível da água se mantenha baixo e não rompa as barreiras. Ontem à tarde seis operários da Somurb permaneciam no local fazendo o trabalho de retirada de entulhos que se acumulavam em redes de contenção fixadas em pontos do leito do Salgadinho. É impressionante o que se pode encontrar boiando naquelas águas. ?Sofás e pneus são comuns boiando aqui?, relata um dos trabalhadores, enfatizando que o entulho retirado e depositado em lixeiras próximas é imediatamente recolhido por caçambas. ?Aqui, o lixo não anoitece?, garante PRESSÃO DOS HOTÉIS O superintendente de Obras e Urbanização, Mozart Amaral, revela também que o trabalho de contenção é feito ainda para dar uma resposta ao setor turístico, que tem cobrado várias ações do poder público. A cobrança é reforçada pela Associação Brasileira da Indústria Hoteleira em Alagoas (ABIH). O presidente Clênio Vasconcelos Sedrim confirma que os danos causados pela poluição do Salgadinho nas últimas décadas resultaram no fechamento de importantes equipamentos hoteleiros que foram transformados em outros empreendimentos, causando desemprego no município. Ele lembra que a transformação de hotéis em prédios públicos, a exemplo do que ocorreu na Praia da Avenida, é uma possibilidade que pode se tornar realidade, caso não se tomem medidas urgentes de despoluição do Riacho Águas Férreas, que desemboca no mar bem próximo aos hotéis Holiday In, Jatiúca e Matsubara, além de pousadas.

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