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Nº 5731
Cidades

Policiais civis voltam a trabalhar

CARLOS ROBERTS Repórter Os cerca de 250 policiais que participaram ontem à tarde da assembléia do Sindicato da Polícia Civil (Sindpol), no auditório do Sindicato dos Urbanitários, optaram por suspender a paralisação da categoria. Numa reunião com discus

Por | Edição do dia 22/02/2006 - Matéria atualizada em 22/02/2006 às 00h00

CARLOS ROBERTS Repórter Os cerca de 250 policiais que participaram ontem à tarde da assembléia do Sindicato da Polícia Civil (Sindpol), no auditório do Sindicato dos Urbanitários, optaram por suspender a paralisação da categoria. Numa reunião com discussões acaloradas, eles aceitaram a proposta do governo do Estado de reajuste de 40%, em duas parcelas. A primeira parcela, de 6% será paga retroativa a janeiro. A segunda parcela, de 34%, será dada em julho. O aumento é o pagamento da equiparação salarial aos 200 policiais de dois grupos especiais, o Tático Integrado Grupo de Resgate (Tigre) e o Operações Policiais Integradas (Oplit) criados há cerca de dois anos dentro da Polícia Civil. REUNIÃO TENSA O presidente do Sindpol, Carlos Jorge da Rocha, abriu a assembléia revelando que na noite anterior havia recebido um telefonema do governador em exercício Luis Abílio de Sousa, em que ele se comprometia a enviar até sexta-feira à Assembléia Legislativa de Alagoas o projeto de lei garantindo o reajuste. O governador teria acrescentado que o aumento em duas parcelas era a última proposta do governo. “Pois não podemos avançar mais”, teria dito Luis Abílio ao sindicalista, que pediu que os companheiros aceitassem a proposta. A princípio, houve grande rejeição. Mas, à medida que a discussão avançou, os policiais civis avaliaram também a repercussão perante a opinião pública, caso o movimento de greve continuasse no período de carnaval. Eles discutiram, ainda, a possibilidade de o governo não cumprir a promessa de reajuste da segunda parcela, prevista para julho. Chegou-se ao consenso de que caso isto ocorra haverá nova paralisação. Mas desta vez com a radicalização do movimento, como o fechamento do IML e a suspensão de outros serviços essenciais, que são mantidos mesmo em período de greve. LISTA extensa Há cerca de dois anos os policiais civis de Alagoas, por intermédio do seu sindicato, iniciaram uma pauta de reivindicações que tem encontrado grande resistência por parte do governo do Estado. Sem nenhuma resposta positiva, a categoria deflagrou greve em agosto do ano passado, que foi suspensa em outubro. No último dia 31 os policiais civis entraram em greve novamente. Mais uma vez, eles pediram o pagamento de adicional noturno, horas extras, melhores condições de trabalho com mais armamentos, viaturas e combustíveis, vale-transporte, alimentação para quem estiver de plantão, retirada de presos das delegacias, entre outras reivindicações que continuarão sendo negociadas. O salário inicial de um policial civil no Estado de Alagoas é de cerca de R$ 830,00 líquido.

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