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Obras em cratera andam em ritmo lento

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FÁTIMA ALMEIDA Repórter Passou o Natal, entrou ano-novo, chegou o carnaval, e a cratera da Assis Chateaubriand ainda não foi fechada. O buraco na avenida que dá acesso às praias do Litoral Sul, aberto em novembro do ano passado, continua em obras, e a perspectiva da Companhia de Saneamento e Abastecimento d?Água de Alagoas (Casal), é de que ainda levará cerca de 60 dias para ser tapado. ?É um trabalho lento. Exige a colocação de equipamentos de escoramento da areia, e isso só pode ser feito por etapas, em trechos de dois, três metros. Aí é feito o trabalho na tubulação, o reforço e o fechamento do trecho, e só então pode-se avançar para um novo trecho?, explica o diretor de Operações da Casal, Antônio Fernando de Santana. Ele afirma que o trabalho na Assis Chateaubriand deixou de ser apenas corretivo e passou a ser preventivo, estendendo-se a outros pontos da avenida. A cratera aberta está localizada nas imediações da Casa da Comunicação. ?Estamos fazendo os reparos até o emissário submarino, para evitar novos rebaixamentos?, disse Fernando. Segundo ele, o trabalho deve parar durante o carnaval, para não tumultuar ainda mais o trânsito. Para os moradores e comerciantes da área, o transtorno é grande. O trânsito foi desviado, deixando isolado um trecho onde estão instalados uma borracharia, uma oficina automotiva e outros pontos comerciais. ?O prejuízo é grande para todos. Há quatro meses vivemos essa situação. Além da poeira, e do barulho das máquinas, enfrentamos a falta de clientela?, reclama Sérgio Leite, proprietário da oficina. ### No Tabuleiro, buraco engoliu seis imóveis No Residencial Morada dos Palmares, no Tabuleiro do Martins, uma outra cratera continua ameaçando os moradores. Os mais antigos dizem que ela tem mais de 10 anos, já ?engoliu? cinco casas e uma escola. Pedaços de colunas e pisos confirmam os sinais dos antigos imóveis. Há cerca de dois anos, a Gazeta esteve no local, registrando a angústia dos moradores. ?Eles [os técnicos da prefeitura] vêm aqui, fazem medições, tiram fotografias, prometem soluções, mas até agora, nada?, diz a moradora Telma dos Santos Silva. Sua casa está entre as três mais desvalorizadas, por causa da proximidade com a cratera. ?Uma casa desta, na outra rua, é avaliada em R$ 40 mil. Essas três só pegam R$ 14 mil cada uma?, lamenta ela. O que os moradores mais temem é a proximidade do período de chuva, que costuma provocar mais erosão. ?A Defesa Civil trabalha com perspectiva de muita chuva no inverno, e já esteve aqui avaliando os riscos. Os técnicos da prefeitura já fizeram levantamentos, mas não foi feito nem um paliativo para evitar um desastre?, diz o presidente da associação comunitária, Aldo Avelino. O superintendente da Somurb, Mozart Amaral, disse que o projeto para remediar a cratera do Morada dos Palmares está sendo concluído, propondo a recomposição do aterro, como solução definitiva. Embora não saiba os custos do projeto, ele acredita que as obras serão feitas antes do início do inverno.|FAL

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