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Carnaval lota hot�is e balne�rios de AL

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| CARLA SERQUEIRA Repórter Muita gente já deixou Maceió para cair na folia. Na Barra de São Miguel, cidade do Litoral Norte que já registrou 100% de ocupação em seus hotéis e pousadas, a prefeitura espera receber 60 mil pessoas nos quatro dias de carnaval. Já o município de Paripueira, no Litoral Sul, aguarda a chegada de 50 mil foliões. A festa também promete ser animada em Marechal Deodoro, onde a ocupação já alcançou a casa dos 90% na Praia do Francês. Ano passado, a cidade recebeu 10 mil pessoas. Este ano, a meta da prefeitura é chegar a 15 mil. Lá, a expectativa é quanto ao primeiro Baile de Máscaras. Às 21h de hoje, o Museu de Arte Sacra de Marechal Deodoro vai ?emprestar? o glamour de sua arquitetura para centenas de foliões, que devem ?varar o dia? ao som da orquestra da Pitanguinha e da Banda Municipal de Frevo. A disputa por um lugarzinho também é acirrada em Maceió. Durante o carnaval, pernambucanos fugidos do frevo e baianos do axé desembarcam nas praias alagoanas em busca de sombra e água fresca nos hotéis da cidade. O setor beira os 100% de ocupação. ?A média é de 95% de ocupação na rede hoteleira. O maior público vem do Sudeste, mas há também muita procura de nordestinos que querem curtir os dias de folga longe de barulho. Do exterior vêm mais portugueses e argentinos. Por semana, de cada país desse, chegam cerca de 250 passageiros?, disse, sem esconder a satisfação, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Alagoas (ABIH/AL), Glênio Cedrim. Blocos de rua Nas cidades do litoral que formam a região metropolitana de Maceió, a brincadeira durante o dia fica por conta dos populares e tradicionais blocos de rua. Sempre acompanhados por bandas de frevo, cada um tem uma maneira própria de explorar a irreverência. Em Marechal Deodoro, que conta com 44 blocos, um dos mais antigos sai apenas na Quarta-feira de Cinzas. O motivo é bem lógico. O bloco reúne mais de mil foliões e é formado pelos garçons que dão duro nos bares e restaurantes do Francês e na quarta, dia de folga, aproveitam para ?cair no passo?. Ao todo, a cidade vai assistir a 57 apresentações feitas por 12 orquestras de frevo, todas do município. Mas a irreverência não é exclusividade de Marechal Deodoro. Em Paripueira serão seis os blocos tradicionais que vão garantir a brincadeira entre as ruas da cidade. Entre os mais antigos estão a Burra Elétrica, que desfila com uma burrinha de verdade há mais de dez anos, além do Beiço de Bode, que é puxado por um bode, o 100 Juízo e o Mamãe Quero Chupar, no qual, para desfilar, é preciso estar chupando alguma coisa, seja uma chupeta, um picolé ou um pirulito. Já na Barra de Santo Antônio, a 37 km da capital, os homens se vestem de mulher no bloco chamado de As Estreletes. Mas a multidão comparece mesmo no 1 Milhão de Amigos, que há 13 anos ganha as ruas da cidade e atravessa as balsas, até alcançar a orla da Ilha da Crôa. Quando a noite cai, milhares de pessoas assistem aos shows musicais. Uma atração inusitada vai abrir o carnaval de Paripueira neste sábado. Trata-se do ?rei do brega? Reginaldo Rossi, que segundo a secretária de Turismo da cidade, Rosa Vieira, promete garantir o frevo com a banda de metais pesados que o acompanhará no palco. ?Nosso maior objetivo é resgatar as tradições carnavalescas. Reginaldo Rossi vai tocar muito frevo, na orla?, frisou, ao fazer referência à peculiaridade que se esconde na decoração das ruas. As máscaras gigantes e as caricaturas de colombinas e pierrôs foram produzidas por um artesão, deficiente físico. ?Tá tudo muito bonito?. Em todas as cidades, as prefeituras afirmaram que não faltará água nem energia. Os postos de saúde funcionarão 24 horas e as equipes vão contar com o apoio do Samu nos casos mais graves. ### Crianças caem na folia ao som de frevo | FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter Crianças assistidas pela Associação de Pais e Amigos dos Leucêmicos (Apala) caíram ontem na folia, numa prévia carnavalesca no salão do Tênis Clube, em Jaraguá. Animadas ao som da banda de frevo Vulcão, da Polícia Militar de Alagoas, e do bloco Pinto da Madrugada, elas mostraram que é possível superar qualquer doença quando se tem alegria. Palhaços, bailarinas, heróis de personagens de revistas de quadrinhos foram algumas das fantasias usadas pelos pequenos foliões, que deram um colorido especial ao salão. Vanessa, de 4 anos, não escondia a alegria de participar da festa. Fantasiada de bailarina, ela pintava o rosto com tintas coloridas antes de entrar no salão. A mãe, Ivaneide de Sousa Chicutta, disse que a filha só estava na festa graças ao atendimento oferecido pela Apala. Ela afirmou que não teria condições de fazer o tratamento da filha se não fosse o apoio da Apala, já que mora no interior, é viúva e está desempregada. Quando a doença da filha foi descoberta, há três anos, ela precisava ficar praticamente toda a semana em Maceió. Ezielma dos Santos Silva relata que descobriu que o filho de 7 anos tinha leucemia quando ele tinha quatro anos. Sem condições financeiras, porque está desempregada, ela disse que a ajuda da Apala foi fundamental para garantir o tratamento do filho. ?Ele ama participar dessas festas?. Essa foi a primeira prévia de carnaval da Apala realizada fora de sua sede, de acordo com a coordenadora de eventos da instituição, Vitória Tenório. ?Somente quando a sede for ampliada talvez tenhamos condições de voltar a fazer o carnaval lá, já que o número de pessoas atendidas aumentou muito?, justificou. A Apala atende atualmente cerca de 350 pacientes, a maioria crianças que precisam se submeter a tratamento contra o câncer, sejam residentes na capital ou no interior. Vitória Tenório observa que a realização de festas como as prévias de carnaval, que reúnem parentes e amigos das crianças assistidas, é de fundamental importância para elevar a auto-estima dos pacientes atendidos pela entidade. ### Blocos mostram irreverência em desfile | CARLOS ROBERTS Repórter Dois blocos de foliões muito especiais saíram às ruas de Maceió ontem à tarde. Eram os alunos da Sociedade Pestalozzi de Maceió e os membros da Associação de Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal), que mostraram muita alegria e irreverência. A Adefal, entidade que atende diariamente, no bairro do Farol, cerca de 900 associados para serviços de reabilitação, como fisioterapia e hidroterapia, saiu com o bloco ?Balança Mas não Cai?. As fantasias e os adereços foram confeccionados pelos associados, que participam de um grupo de terapia ocupacional. Vários monitores orientam outras equipes multidisciplinares que buscam a reinserção à sociedade. BOM HUMOR O presidente da entidade, Gerônimo Siqueira, conta que esta é a terceira vez que o bloco, cujo nome foi sugerido pelos participantes, desfila. ?É que um tem a perna meio torta, o outro tem atrofia. E assim surgiu o nome ?Balança Mas não Cai?. A gente brinca com a própria situação. Não se pode perder o bom humor. Não se pode perder nada por causa de uma deficiência?, ensina. SOCIALIZAÇÃO Já as crianças e os adultos atendidos pela Pestalozzi tomaram parte da Avenida Fernandes Lima, na altura do Shopping Cidade, em direção à Praça Centenário. Portadores de transtornos mentais, vítimas de paralisia cerebral, pais e simpatizantes seguiram o boi ?Vaca Pintada?. A presidente da associação, psicóloga Tereza Nelma Porto, explicou que o objetivo do bloco é divulgar a mensagem de que a socialização e a inserção são possíveis em qualquer situação. A Associação Pestalozzi atende cerca de 350 alunos em diversas especialidades e aproximadamente 400 pacientes em sua clínica. Maria Bernadete da Silva, moradora do bairro Vergel, é mãe de uma destas crianças. ?Meu filho tem sete anos e está muito feliz em participar do carnaval. Eu também acho importante, porque além da alegria, a movimentação ajuda na coordenação motora dele?, diz

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