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Cidades

Carnaval leva multid�o ao litoral de AL

| BLEINE OLIVEIRA E MARCOS RODRIGUES Repórteres Os dois destinos mais procurados no carnaval de Alagoas, Barra de São Miguel, no Litoral Sul, e Paripueira, no Litoral Norte, foram literalmente tomados por foliões, que desde a quinta-feira não param de

Por | Edição do dia 25/02/2006 - Matéria atualizada em 25/02/2006 às 00h00

| BLEINE OLIVEIRA E MARCOS RODRIGUES Repórteres Os dois destinos mais procurados no carnaval de Alagoas, Barra de São Miguel, no Litoral Sul, e Paripueira, no Litoral Norte, foram literalmente tomados por foliões, que desde a quinta-feira não param de chegar. As duas cidades prometem repetir a animação de carnavais passados. Em casas alugadas, com a família, amigos ou barracas improvisadas, o que importa nesta hora é cair na folia. E para isso, fôlego é o que, ao que tudo indica, não vai faltar. Em Barra de São Miguel, oficialmente o carnaval 2006 começa hoje, mas desde ontem centenas de pessoas chegam ao município. O balneário deve registrar uma de suas maiores freqüências dos últimos anos. Muita animação e tranqüilidade, de canto a canto nos 55 quilômetros de área da Barra. É o que esperam os integrantes da família Freire, que há quatro anos seguidos curtem o carnaval da cidade. A casa, localizada logo na entrada do corredor da folia, é ampla, mas nestes quatro dias os mais de 50 ocupantes terão de disputar espaço para colocar o colchonete. “Ninguém se importa. O que interessa é curtir a festa”, diz, eufórico, o paraense Jorge Freire, 41, que há quatro anos aproveita o carnaval da Barra de São Miguel. Ele é um dos responsáveis pela organização, preocupando-se com a alimentação e as bebidas. Seu sobrinho, o estudante Luiz Eduardo Freire Gomes, 17 anos, chegou na quarta-feira, 22, com dois primos que vieram de Belém (PA). A expectativa deles é quanto a chegada das namoradas e dos amigos que convidaram para curtir a folia. Cada um dos convidados tem que trazer o “kit feira”, cuja lista inclui arroz, macarrão, biscoito, enlatados e outros produtos de consumo rápido e descomplicado. “O que não pode é esquecer a cerveja”, revela Jorge Freire. Suor e cerveja Todos foram intimados a levar uma caixa [24 unidades]. O resultado são 1.200 latinhas de cerveja. Os que não ingerem bebida alcoólica trouxeram refrigerantes, o que fez a dispensa da casa lembrar um depósito de bebidas. Garantido o estoque, os foliões só pensam agora em brincar o carnaval com paz e segurança. O auge da festa, lembra Luiz Eduardo, será na segunda-feira, 27, quando os Freire colocam na rua o Bloco dos Amigos, que reúne mais de 300 pessoas. “Alegria e disposição não faltam”, disse a professora Fátima Loureiro, uma das convidadas. Juntamente com os rapazes, ela tratou de enfeitar o ambiente com fitas coloridas e máscaras, dando à casa o necessário ar carnavalesco. Trânsito Problema mesmo somente o trânsito, que já no início da tarde de ontem estava lento, por causa do grande número de foliões que se dirigiam à cidade. Agentes da Polícia Rodoviária Estadual, que iniciaram ontem a operação carnaval nas estradas de acesso aos litorais Sul e Norte, afirmam que de hoje até a Quarta-feira de Cinzas o movimento será intenso. Para evitar longas filas, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), decidiu desligar as lombadas eletrônicas, que reduz para 40km o limite de velocidade nas ALs 101 Sul e 101 Norte. Assim, de hoje até quarta-feira as lombadas de Barra Nova, Massagueira, Jacarecica, Riacho Doce, Guaxuma e Ipioca estarão desligadas das 8 às 20 horas. Quem segue para o Litoral Sul deve se lembrar de que a lombada da entrada da cidade de Barra de São Miguel não será desligada. Paripueira Na AL-101 Norte no início da tarde de ontem era intenso o movimento de veículos. Colchões, fogões, mesas, caixas de isopor eram alguns dos itens transportados nos veículos de quem viajava para curtir os dias de folia. Com tanta gente na estrada, não foi difícil encontrar quem ainda insista em ser imprudente. O eletricista Jailton dos Santos, apresentando sinais de embriaguez, bateu com seu carro, um Fiat Uno MUS 6550 num poste na AL-101 Norte. “Eu não vi o poste. Só lembro que fui livrar de duas pessoas numa bicicleta”, defendia-se para policiais. Destino muito procurado nessa época é o municípío de Paripueira. Segundo informações da Secretaria de Turismo, o número de pessoas na cidade pode até triplicar. “Estamos com uma estrutura que envolve segurança, limpeza e muita diversão. Esperamos um público de aproximadamente 50 mil pessoas”, acredita a secretária Rosa Vieira. A festa este ano inclui shows com bandas de axé, blocos de frevo pelas ruas e um show especial com Reginaldo Rossi, que apresentará um repertório de frevo, hoje. Por todos os lados o município respira carnaval. A economia da cidade registra importante incremento. A vendedora de confecções e fornecedora de quentinhas Ângela Maria Belo integra o bloco dos que faturam com o carnaval. Ontem, ela recebeu um grupo de 11 jovens que alugaram a casa de sua família para os quatro dias. Pelo aluguel, vão pagar R$ 1 mil. Os inquilinos, em sua maioria estudantes, prometeram não “detonar” a casa. “Queremos é nos divertir, paquerar muito, já que a maioria é solteira”, dizia uma das organizadoras, Juliana da Silva Bezerra, 22. Próximo à casa alugada pelos jovens, o dono de um depósito de bebidas, Rubens Cardoso Tenório, também espera faturar com os dias de festa. Segundo ele, a venda de água mineral e de bebidas chega a dobrar. “Para dar conta do movimento, todo mundo, filha, mulher e empregada, ajuda”, disse. ### Maragogi: folião paga caro para curtir FERNANDO VINÍCIUS Repórter Elas chegam aos montes, a maioria viajando em Toyotas adaptadas para o transporte de passageiros ou em ônibus fretados. Vindas de cidades do agreste pernambucano, famílias que não têm casa de veraneio em Maragogi alugam residências para passar o carnaval no litoral norte de Alagoas. Acostumados a curtir o reinado de momo à beira-mar desde criança, os irmãos Douglas e Suitberto Bezerra Cavalcante tinham acabado de chegar de Santa Cruz do Capibaribe quando a reportagem da Gazeta os encontrou esperando o restante da família em frente à casa, ou melhor, o térreo de um imóvel localizado na orla da cidade. O preço do aluguel até o próximo sábado ficou em R$ 1.350. No andar de cima, 18 pessoas vindas de Toritama - um dos maiores pólos de confecção pernambucano - fecharam em R$ 1.500 pelo mesmo tempo de hospedagem. Reboque Quem trouxe o grupo maior foi Joseildo Carlos Pereira, dono da Toyota que precisou de um reboque para trazer toda a bagagem do pessoal. Ele disse que era a segunda viagem que fazia e tinha mais uma para ontem, um percurso de cerca de 3 horas. “Eu cobro R$ 450, independentemente da quantidade de pessoas”, explicou o motorista. “Faço isso todos os anos, mas somente até hoje [ontem] porque amanhã eu vou brincar”, comentou Pereira, satisfeito com os lucros alcançados. Enquanto uns chegam, outros estão de saída. É o caso da funcionária pública Elis Regina Souza, que aguardava os hóspedes de Caruaru, “cerca de 20 pessoas”. A turma vai ocupar a residência de três quartos onde ela mora desde outubro de 2003 sem pagar aluguel. “Eu cuido da casa, que todos os anos é alugada durante o carnaval”, disse, acrescentando que o proprietário também é de Caruaru. Regina já reservou lugar em um táxi para Maceió, onde ficará de hoje (sábado) até a Quarta-feira de Cinzas, dia que marca o fim da movimentação que se tornou a marca do carnaval de Maragogi. Nas estradas, a Polícia Rodoviária reforça a fiscalização para garantir a tranqüilidade de quem viaja neste carnaval. Os patrulheiros observam condições do veículo, documentação e estado de lucidez do motorista.

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