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Obra tenta barrar despejo de esgotos

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| FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter A Superintendência Municipal de Obras e Urbanização (Somurb) iniciou ontem as obras de transposição do Riacho de Águas Férreas, em Cruz das Almas, para o Riacho do Sapo, no Poço. O principal objetivo é combater as línguas de esgoto na Praia de Cruz das Almas. A ordem de serviço foi assinada ontem pelo prefeito Cícero Almeida, num café da manhã, no Hotel Ritz Lagoa da Anta, que reuniu secretários municipais, empresários do setor hoteleiro e políticos. Segundo o superintendente da Somurb, Mozart Amaral, a obra está orçada em R$ 200 mil, será executada em parceria com empresários da região e deve ser concluída num prazo de 45 dias. Os trabalhos fazem parte do projeto ?Mar Aberto?, que envolveu a limpeza de canais em Maceió. Saneamento Durante a solenidade, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira em Alagoas (ABIH/AL), Márcio Coelho, cobrou investimentos na área de saneamento em Cruz das Almas. ?Hoje, Cruz da Almas tem zero por cento de saneamento?. Ele argumenta que existem vários projetos prontos para instalação de novos empreendimentos turísticos, mas o empresariado não quer investir na área sem a infra-estrutura necessária. Apesar de ser uma solução paliativa, Márcio Coelho acredita que a obra de bombeamento do Riacho de Águas Férreas vai melhorar as condições da Praia de Cruz das Almas, pelo menos nos dias de sol. O presidente da ABIH cobrou, também, a aprovação do Plano Diretor da Cidade, que, segundo ele, viabilizará o crescimento da região Norte. ?Hoje é inviável se fazer qualquer investimento no trecho entre a Pajuçara e Ponta Verde localizadas no coração da orla marítima. O custo do terreno é muito alto, a metragem é pequena e o retorno do investimento muito demorado?. O presidente da Associação dos Moradores de Cruz das Almas, Aldo José Omena, disse que a poluição do Riacho de Águas Férreas traz vários problemas ao bairro. Segundo ele, Cruz das Almas tem um dos mais altos índices de infestação do mosquito transmissor da dengue. Ele reconhece, no entanto, ser a população a principal responsável por ligações clandestinas que vão parar no riacho. O aposentado Dércio Augusto, que mora em Jacarecica, mas sempre passa por Cruz das Almas, considera o riacho um transmissor de doenças. Mineiro, ele diz que antes de vir para Maceió morou em Santos e que lá, desde 1970 foram encontrados meios para conter a poluição na praia. ?Lá existem vários canais que vão parar no mar. Houve uma época em que embaixo de cada ponte desses canais era jogada uma solução de cloro para limpar a água que despejava na praia. Se não acabava com a poluição, pelo menos reduzia o índice de contaminação da água?.

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