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Nº 5731
Cidades

Blocos marcam com saudosismo �ltimo dia de carnaval

| BLEINE OLIVEIRA Repórter Barra de São Miguel - O folião verdadeiro espera quanto tempo for necessário para ver o bloco passar, especialmente no último dia de folia. Cantar e pular ao som de frevo, axé music ou mesmo de funk, é o que importa. Foi assim

Por | Edição do dia 01/03/2006 - Matéria atualizada em 01/03/2006 às 00h00

| BLEINE OLIVEIRA Repórter Barra de São Miguel - O folião verdadeiro espera quanto tempo for necessário para ver o bloco passar, especialmente no último dia de folia. Cantar e pular ao som de frevo, axé music ou mesmo de funk, é o que importa. Foi assim, ontem, na Barra de São Miguel, onde o bloco Bate Lata demorou quase duas horas para iniciar seu desfile. Atraso semelhante marcou a saída do bloco De Olho no Copo, de Marechal Deodoro. Durante todo o dia, o movimento de veículos foi intenso na AL-101 Sul. Mais de 2.500 carros por hora trafegaram na rodovia. Mas, apesar da preocupação dos organizadores, o folião esperou pacientemente. A professora Delmere Mesquita Costa, uma das coordenadoras do De Olho no Copo, destacou a tradição do bloco, que desfila pelas históricas ruas de Marechal Deodoro há 14 anos. O bloco surgiu para concorrer com outro, chamado Carcará, que só permitia a participação de homens, especialmente casados. “Os maridos se aproveitavam da proibição para paquerar, por isso decidimos criar um bloco também para as mulheres”, conta Delmere. Após o primeiro desfile, quando só elas e os filhos desfilaram, o bloco saiu às ruas arrastando toda a população. Do 14º desfile, ontem, participaram 300 foliões. O desfile do De Olho no Copo foi animado pelas bandas filarmônicas Carlos Gomes e Santa Cecília, de Marechal, que tocaram muito frevo, trazendo para os saudosistas as lembranças dos velhos carnavais. A banda Cannibal demorou a chegar, atrasando o desfile em quase duas horas, mas os milhares de jovens que curtiram o última dia de folia na Barra de São Miguel não se estressaram. Os rapazes e as meninas queriam mesmo aproveitar o fim da festa. Despreocupados, eles desfilavam seus corpos sarados e bronzeados de um lado a outro, enquanto aguardavam os primeiros acordes da banda, o que só ocorreu por volta das 18h30. O empresário Carlos Ayron, dono do Bate Lata, estava tenso, mas confiante de que no oitavo aniversário o bloco estaria tão animado quanto da primeira vez. Criado como uma brincadeira de sua família e de amigos, o bloco cresceu e, ontem, arrastou cerca de 5 mil foliões. Muito axé e funk levaram a meninada a cantar e pular nos cinco quilômetros do trajeto entre a praça de eventos e o trevo da canoa. Beijos e rebolados foram os principais combustíveis da juventude que curtiu a folia de momo na Barra. “A moçada já está com saudade”, disse Carlos Ayron.

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