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Campanha da Fraternidade defende inclus�o

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| MARCOS RODRIGUES Repórter Com um tom moderado, o arcebispo de Maceió, dom José Carlos Melo, apoiou as críticas feitas na última Quarta-feira de Cinzas pelo presidente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Odilo Pedro Scherer, ao governo federal. A opinião de dom José Carlos Melo foi dada ontem, durante o lançamento da Campanha da Fraternidade 2006, em entrevista coletiva concedida no auditório da Livraria Edições Paulinas, no centro de Maceió. ?Acredito que ninguém está isento de ser cobrado. O governo tem que estar preparado para receber críticas?, disse dom José Carlos. Durante o seu pronunciamento, o arcebispo convocou a imprensa e a sociedade civil organizada para se engajar na campanha deste ano. O tema escolhido é Fraternidade e pessoas com deficiência. O lema que será utilizado para fixar a proposta é ?levanta-te, e vem para o meio?. A expressão foi retirada de uma passagem relatada pelo apóstolo Marcos e refere-se ao momento em que Jesus Cristo, no meio de uma de suas pregações, curou um deficiente que esmolava Integração Embora todos os segmentos ligados às causas das pessoas portadoras de deficiência no Estado tenham sido convidados para participar do lançamento da Campanha da Fraternidade, somente a secretária municipal de Assistência Social, Elizabeth Marques, e representantes da Sociedade Pestallozi estiveram presentes. Durante a coletiva, a secretária reforçou a responsabilidade do poder público com a temática que envolve os portadores de deficiência. ?Quando assumi a secretaria, estruturamos o Conselho das Pessoas com Deficiência. Na próxima semana estaremos realizando a primeira conferência para discutir políticas para o setor?, disse Elizabeth. Ela também lembrou que a Secretaria Municipal de Assistência (Semas) está disciplinando o uso das carterinhas que são utilizadas pelos pessoas com deficiência e, em alguns casos, de seus acompanhantes. A ausência do presidente da Associação dos Deficientes de Alagoas (Adefal), vereador Gerônimo Siqueira, foi sentida. Segundo a assessoria da Igreja Católica, todos os segmentos envolvidos com a causa foram convidados. Para o arcebispo metropolitano, isso não quer dizer que a campanha esteja sem poder de mobilização. ?Ao contrário, estamos começando agora. Queremos que todos os segmentos se integrem à campanha lançada neste momento?, disse otimista. Dom José Carlos acredita que o poder público, a sociedade civil e a Igreja podem provocar uma sensibilização para a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. A criação da Campanha da Fraternidade contou com a participação de entidades ligadas aà causa dos deficientes. Juntas, elas elaboraram um texto-base que orienta como devem ser as ações nas arquidioceses do País. Em Alagoas, segundo o arcebispo, ainda não existe um calendário de atividades. Porém, durante todo o período da Quaresma o tema será trabalhado com os fiéis. ?O próprio lançamento da Campanha da Fraternidade ocorre nesse período porque as pessoas já vivem o tempo da Quaresma?, ponderou dom José Carlos Melo. A campanha reconhece como deficientes os que têm alguma dificuldade física, sensorial ou cerebral. Incluem-se aí os cegos, surdos e os que têm dificuldade motora ou deficiência mental. Exemplo Após o lançamento da campanha, um coral formado por por portadores de deficiência atendidos pela Sociedade Pestallozi, fez uma apresentação. A entidade trabalha com pessoas que apresentam dificuldade no aprendizado. Para o maestro do coral, Wanderley Márcio da Silva, o trabalho desenvolvido com o grupo é gratificante. ?Tem horas que não sei se os especiais são eles ou nós, porque quando querem aprender algo eles não vêem dificuldade?, revelou. A estudante Viviane dos Santos confirmou que as atividades têm melhorado sua auto-estima e a convivência social. ?As pessoas são muito carinhosas. Antigamente, eu era muito rebelde?, reconheceu.

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