Cidades
Ambulantes s�o expulsos em Paripueira
| FELIPE FARIAS Repórter Vendedores ambulantes e artesãos que comercializam seus produtos num trecho da Praia Costa Brava, em Paripueira, denunciaram a forma como foram expulsos de seus pontos-de-venda por ordem da Justiça, sob alegação de cometerem violações ambientais; quando estas têm origem em outros pontos também. ?Chegaram derrubando e levando tudo. Eu pedi que não levassem minhas mercadorias, mas o pessoal não quis saber; levou tudo?, contou Maria José Silva, que diz estar há 17 anos no local vendendo acarajé. A retirada foi motivada por ação civil pública impetrada na comarca da cidade pelo Instituto Brasileiro de Vida Marinha. A organização não-governamental denunciou os comerciantes por promoverem violações ambientais em terreno de marinha, que está sob responsabilidade da União. O questionamento dos vendedores é que haveria outros estabelecimentos da praia também funcionando no mesmo trecho, inclusive um restaurante ao lado do qual encontram-se instalados. ?As mesas dele são fixas, enquanto nossas barracas são removíveis. Até as minhas mercadorias, que eu vendo num painel (mostruário portátil que leva nas mãos e depois é dobrado), foram apreendidas. Enquanto isso, as mesas do restaurante colocadas na praia são fixas?, disse Luciano Paes. Segundo ele, tanto estão em terreno de marinha que a maré, quando sobe, fica batendo nos pés dos clientes. ?Isso é ou não é terreno de marinha?? - questiona o artesão. Mas, segundo o juiz da cidade, Josemir Pereira de Souza, o principal argumento sustentado pelos autores da ação, com base em perícias técnicas, é de que a violação dos vendedores era de origem sanitária; o que não se passa em relação às mesas - mesmo fixas - do restaurante, que apenas são usadas para o serviço dos clientes e não para produção de alimentos. Ele acrescentou que as mercadorias serão devolvidas posteriormente.