loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Bompre�o culpa construtora por desvio

Ouvir
Compartilhar

MARCOS RODRIGUES Repórter A repercussão da denúncia de desvio de água, atribuída à construtora Fórmula Engenharia, responsável pela edificação do prédio do Wal-Mart Bompreço, no bairro de Ponta Verde, levou a direção do grupo a se posicionar oficialmente sobre o caso. A fraude na utilização da água foi denunciada por técnicos da Companhia de Saneamento e Abastecimento d?Água de Alagoas (Casal). Segundo o engenheiro Marcelo Figueiredo, o grupo não é o responsável direto pela obra, mas sim a construtora contratada. ?O que soubemos, por meio dos representantes da empresa, é que não existiu nenhuma irregularidade, mas sim uma quebra acidental do equipamento. Um cavalete onde fica o contador foi danificado durante a passagem de uma máquina?, explicou Marcelo. Ele não soube informar porque o problema não foi solucionado antes da fiscalização da Casal. O representante do Wal-Mart também não entrou em detalhes sobre o porquê da denúncia feita pela Casal sobre o desvio de água. A imprensa, porém, não teve acesso ao local onde foi encontrada a ligação clandestina. Segundo Marcelo Figueiredo, a ida das equipes de reportagem ao local dependia de uma autorização da construtora. Figueiredo voltou a confirmar a informação divulgada no dia da denúncia, de que a obra enfrentou falta de água e que teria utilizado, inclusive, carros-pipa para viabilizar a continuidade dos trabalhos. O representante do magazine diz que, a cada 15 dias, o grupo fiscaliza obras para acompanhar o andamento dos trabalhos. A construção da unidade do Bompreço está em ritmo acelerado. A conclusão das obras está prevista para as próximas duas semanas. Reincidência Para os técnicos da Casal, não há dúvidas de que a utilização da água na obra estava ocorrendo de forma irregular. Segundo o diretor-comercial da companhia, engenheiro Wallace Padilha, a água utilizada pela construtora não era registrada no hidrômetro. De acordo com Padilha, em três meses foi registrado o consumo de 35m³, que mal dá para abastecer uma família de pequeno porte durante 30 dias. ?E não foi a primeira vez. A empresa é, inclusive, reincidente na utilização de água desta forma. Na semana passada, o problema havia sido detectado pelos fiscais, que determinaram o conserto. Depois disso, o problema voltou a acontecer. No mínimo houve má-fé por parte da construtora?, considerou Padilha. Ele lamentou que a repercussão negativa da denúncia tenha atingido o grupo econômico. Na opinião dele, a construtora poderia evitar transtornos. Por causa da situação, a Casal manteve a multa de R$ 600,00, assim como a cobrança dos 300m3, equivalentes aos 60 dias de consumo previsto pela obra.

Relacionadas