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Minist�rio descarta mortes por gripe avi�ria em Macei�

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| BLEINE OLIVEIRA Repórter O exame feito, ontem, por técnicos da Delegacia do Ministério da Agricultura em Alagoas e da Secretaria Estadual de Agricultura nas galinhas que morreram num sítio no Tabuleiro do Martins descartou completamente a possibilidade de um surto de gripe aviária em Maceió. ?Descartamos total e completamente esse risco?, disse o delegado ministerial, Évio Lima. A mesma garantia é dada pelo chefe do setor de Defesa e Inspeção Agropecuária, Hibernon Cavalcante. Ele comandou a equipe que esteve no sítio, de propriedade de Valdir Barros dos Santos, e lá pôde constatar a causa da morte de várias galinhas. Ao contrário do que se pensou, a causa foi uma doença popularmente conhecida como ?gogo?. As aves, relatou Hibernon, estavam sendo criadas sem os cuidados básicos, além de consumirem água contaminada (de esgoto). É o que os técnicos chamam de criação em extensão, quando os animais são criados livremente, sem cuidados e alimentação controlada. Controle total Essa situação provoca doenças, entre estas a que causou a morte das galinhas criadas por Valdir Barros. ?Além da doença do gogo, as aves são contaminadas por vermes e podem, como ocorreu, morrer repentinamente?, acrescentou Hibernon. O delegado federal de Agricultura disse que, após os primeiros surtos da gripe aviária na Ásia, Europa e África, o governo tem controlado a importação de aves de forma rigorosa. ?Há uma vigilância diuturna em portos, aeroportos e nas chamadas barreiras secas (postos de froteiras)?, disse Évio Lima. Desta forma, o Ministério da Agricultura espera impedir a entrada do vírus no País. Ele descartou a contaminação por aves migratórias, explicando que as aves que migram para o Brasil vêm de regiões localizadas na América do Norte (México, Estados Unidos e Canadá), onde até agora não foi identificado qualquer caso de gripe aviária. O risco, admite Évio Lima, é a entrada do vírus pelo que os especialistas chamam bioterrorismo, ou seja, trazer o vírus por meios químicos e liberá-lo no país. ?Não acreditamos que isso venha a ocorrer?, acrescenta. Assim, o delegado da Agricultura define como remotíssima a possibilidade de contaminação de aves no Brasil. Mas pede que em qualquer situação suspeita os órgãos do setor sejam informados.

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