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Camel�s n�o querem ir para shopping

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| CARLOS ROBERTS Repórter A Prefeitura de Maceió deve transferir, na próxima segunda-feira, cerca de 250 camelôs do Centro para o local batizado como Shopping Popular. Os ambulantes não estão gostando da idéia e a expectativa é de que possa haver tumulto durante a transferência. Com o argumento de que precisa desocupar o Calçadão para dar prosseguimento às obras de revitalização do Centro, a prefeitura alugou um terreno próximo ao prédio do INSS, por R$ 16 mil mensais, num prazo de 24 meses. O que totaliza R$ 384 mil em despesas com aluguel. Ontem pela manhã, o secretário de Indústria e Comércio, Rafael Tenório, apresentou o local à imprensa. São dois terrenos que antes funcionavam como estacionamento e agora estão interligados e recapeados com asfalto. Foram instalados banheiros e postes de iluminação. Quanto a um abrigo contra o sol, o secretário disse que cada ambulante tem cobertura em seus carrinhos. ?Mas os que não tiverem, receberão lona?, afirmou. Segundo Rafael Tenório, o Shopping Popular abrigará 250 camelôs previamente cadastrados e futuramente terá posto de atendimento bancário e agência dos Correios. Ele afirmou, ainda, que os camelôs que não estão cadastrados serão remanejados para a Rua Moreira Lima e que na segunda-feira espera uma transferência pacífica, mas se isso não ocorrer, a Guarda Municipal será acionada. RESISTÊNCIA Os camelôs, no entanto, mostram descontentamento com a atitude da prefeitura. Francisca dos Santos, que vende relógios, é camelô há cerca de 20 anos. Para ela, o novo endereço é inviável para as vendas, além de não ter infra-estrutura necessária. ?Não vamos vender nada?, acredita. Lucélia Carvalho, camelô há 15 anos, também está revoltada. Para ela, a situação lembraria momentos em que o poder público municipal teria agido com intransigência na tentativa de resolver questões como as de hoje. Ela diz ainda que havia a promessa de que o novo local teria box padronizado e outras benfeitorias. ?Mas nada disso foi feito. Querem é nos jogar no sol. Essa é uma situação desumana. E se oferecermos resistência, corremos o risco de ter uma perna ou um braço quebrado pelas tropas de choque?, disse.

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