Cidades
Ambulantes amea�am novos confrontos
| MARCOS RODRIGUES Repórter Os camelôs que permanecem na Rua Joaquim Távora, no Centro, ameaçam um novo confronto com a Prefeitura de Maceió, caso até a próxima segunda-feira não sejam transferidos para a Rua Augusta. Ontem, no final da manhã, a prefeitura chegou a propor deslocá-los para a Praça dos Palmares, próximo ao Shopping Popular. Mas a idéia não foi aceita pelos camelôs que estão no shopping e o os taxistas que utilizam o local como ponto de parada. O sindicato da categoria ameaçou processar a prefeitura. No final da tarde o secretário da Indústria e Comércio, Rafael Tenório, disse que diante de mais esse impasse vai conversar com os camelôs cadastrados, não cadastrados e lojistas para definir um novo local. ?Vamos negociar até a exaustão a fim de resolvermos definitivamente esse problema?, disse o secretário. Entrave Segundo revelou, um dos maiores entraves para a solução é que a categoria está dividida. De um lado os camelôs, num total de 192 que são cadastrados na prefeitura e, do outro, os ambulantes que não têm cadastro no município, mas contam com o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Na avaliação do secretário, o problema envolvendo os camelôs só chegou a esse ponto devido à ?omissão? das gestões anteriores. Prejuízo A Gazeta percorreu a Rua Joaquim Távora, onde as barracas ocupam todo o espaço, dificultando a circulação dos consumidores. A permanência das barracas tem incomodado os lojistas que acreditaram na requalificação do Centro e investiram nas fachadas de suas lojas. Para o empresário Antônio Júnior, que comercializa roupas íntimas, a concorrência com os camelôs já afetou o movimento da loja. ?Esta semana, com a vinda dos que estavam no Centro, tivemos uma queda no movimento, principalmente porque temos pessoas que vendem produtos similares aos nossos, em nossa porta?, disse o empresário. Para a comerciante Célia Regina Vitorino, cliente da loja, os camelôs na rua tiram a visão da vitrine. ?Mas não deixo de comprar um produto de qualidade?, acrescentou, justificando sua opção. Espaço Para os ambulantes, no entanto, a necessidade de manter o trabalho e a renda faz com que lutem para permanecer no local. ?Só queremos espaço para trabalhar. Se pudesse ficar aqui seria ótimo?, disse Maria José Santos. Mas a presença deles na Rua Joaquim Távora não agrada, em nada, aos camelôs que atuam no camelódromo. ?Nós aceitamos vir para cá depois de muita negociação. Estamos reivindicando melhorias, como uma coberta, porque queremos garantir nosso espaço. Mas se a prefeitura não retirar quem está na Rua Joaquim Távora, os 192 que estão aqui voltam para o Centro?, alertou o presidente da Associação dos Camelôs, Laércio Lira.