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quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
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Professores amea�am parar ano letivo

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Fátima Almeida Repórter Trabalhadores da Educação da rede pública estadual trocaram, ontem, as salas de aula pelas ruas de Maceió. Eles fizeram passeata de protesto contra o que consideram ?discriminação do governo?, por não ter contemplado as categorias do magistério nos projetos que fixam subsídios dos servidores de níveis superior, médio e elementar, aprovados na semana passada, na Assembléia Legislativa. A mobilização levou centenas de trabalhadores às ruas, mas não fechou as escolas. Na maioria teve aula normalmente. Hoje, às 15 horas, os servidores realizam assembléia geral no Clube Fênix e ameaçam entrar em greve por tempo indeterminado. ?Se tiver resposta do governo às nossas reivindicações, vamos avaliar. Se não tiver, vamos encaminhar para novos procedimentos de luta pelas nossas reivindicações. Podemos, até, paralisar por tempo indeterminado. O termômetro virá do Palácio?, disse a presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Educação (Sinteal), Girlene Lázaro. Ontem eles tinham audiência marcada com o governador do Estado, mas foi cancelada porque, segundo informou o gabinete, não foi concluído o estudo do impacto das reivindicações dos servidores na folha de pagamento. Mesmo sabendo que não seriam recebidos, os trabalhadores realizaram manifestação em frente ao Palácio e seguiram em passeata pelo Centro. Valorização A pauta, que tenta antecipar a negociação relativa à data-base (maio), devido às restrições do período eleitoral, pede isonomia dos servidores da Educação com os demais trabalhadores do Estado. Segundo Girlene, a política de incentivo e valorização encaminhada pelo Executivo à Assembléia Legislativa estabelece piso salarial de R$ 2.030,00 para os servidores de nível superior, chegando a R$ 3.005,00, para os que têm mais de 25 anos de serviço. ?Enquanto isso, o salário final do magistério, para 40 horas, com doutorado, fica abaixo de R$ 1.700,00. A categoria sente-se discriminada?, alega a dirigente sindical. Outra reivindicação é o Plano de Cargos e Carreira (PCC) dos funcionários da área administrativa da Educação, com o encaminhamento do projeto que os enquadra como trabalhadores da Educação. Segundo Girlene, o projeto está pronto, foi feito com acompanhamento do sindicato, mas não foi encaminhado. O Sinteal também cobra audiência com o prefeito de Maceió, Cícero Almeida, desmarcada em duas ocasiões, segundo Girlene Lázaro. Ela disse que a categoria está esperando desde o início de fevereiro e a demora da prefeitura em iniciar as negociações pode levar à unificação do movimento da Educação.

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