Cidades
Novas viaturas n�o suportam demanda
| REGINA CARVALHO Repórter O Comando Geral do Corpo de Bombeiros (CB) recebeu oficialmente ontem quatro viaturas doadas pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). Embora bem-vindas, as viaturas não resolvem os problemas da corporação, que enfrenta deficiência no aparelhamento. ?É claro que os problemas não serão resolvidos com isso. O Corpo de Bombeiros é caro e precisa da ajuda do governo federal?, diz o comandante do CB, coronel Jair Cordeiro. De acordo com o comandante-geral do CB, para atender à demanda é preciso mais viaturas nos municípios. O coronel Jair Cordeiro informou que a inadimplência no pagamento da Taxa de Combate à Incêndio continua alta, entre 80% e 90%. ?É lamentável que as pessoas não consigam entender a importância do pagamento dessa taxa. Precisamos que cada município tenha dois caminhões, porque somente assim Alagoas estará coberta?, declarou. Hoje, a frota do CB tem 26 viaturas e mais 14 distribuídas no interior. As viaturas doadas pela Senasp serão destinadas ao combate à incêndio e salvamento e têm capacidade de armazenamento de 2 mil litros de água, utilizada em princípio de incêndio. Cada uma delas custou cerca de R$ 200 mil. investimentos federais No planejamento estratégico de 2005, o governo federal disponibilizou R$ 1,2 milhão para o Estado e a previsão para este ano é de que a Senasp disponibilize por volta de R$ 700 mil em equipamentos para o CB. A expectativa é de que no segundo semestre chegue a Alagoas um caminhão ?bomba-tanque?, com capacidade para sete mil litros e mais quatro desencarceradores, já que atualmente só existe um, que não está em boas condições de uso. O secretário nacional de Segurança Pública, Luís Fernando Correia, que esteve ontem em Maceió na solenidade de entrega dos caminhões, reconheceu a precariedade da segurança pública. ?Em todo o Brasil, não apenas em Alagoas, a situação é precária. A gente sabe disso. Mas sou otimista e acredito que vamos virar o jogo?, explicou. Dentre as alternativas para melhorar a segurança pública no Brasil, o titular da Senasp acredita que o trabalho com penas alternativas pode surtir efeitos positivos. ?Que a pessoa sinta o castigo, mas que seja despertada para a cidadania?, completou Luís Fernando Correia. O secretário nacional de Segurança Pública informou que entre 2004 e 2005 a secretaria investiu em Alagoas em torno de R$ 12 milhões.