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Protesto contra mortes fecha BR-104

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| CARLOS ROBERTS Repórter Moradores do Tabuleiro do Pinto e da Fazenda Simapra, em Rio Largo, fecharam, ontem, a rodovia BR-104 para exigir a instalação de um redutor de velocidade no local, por causa das mortes por atropelamento. A pista foi bloqueada com galhos e fogo pouco depois das 9h e somente liberada por volta das 13h30. Carros e ônibus que trafegavam pelos dois sentidos da rodovia tiveram de usar um desvio pela zona rural de Rio Largo. Os moradores demonstraram a revolta pelo que classificam como descaso das autoridades em relação as oito vítimas de atropelamento naquele trecho, nos últimos quatro anos. A última vítima foi Maria Cícera Firmino Mello, 41 anos. Segundo os moradores, por volta das 19h do dia 1º deste mês, ela retornava da igreja quando foi atropelada por um carro em alta velocidade. Duas crianças também teriam morrido por atropelamento, em ocasiões diferentes, no mesmo ponto da rodovia. Após as mortes, a população criou uma comissão para procurar o Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT). E, segundo Marineide Neves, a comissão não foi bem recebida. ?Nós tentamos entregar um abaixo-assinado com mil assinaturas e eles nem deram importância. Disseram que cada um tem que se cuidar para não morrer. Nós não aceitamos isto como resposta?, disse. Maria Cavalcantti é outra moradora que participou do protesto. Ela disse que todos os dias dezenas de pessoas precisam atravessar a rodovia para se dirigir ao centro de Rio Largo. E as crianças também precisam fazer a travessia, pelo menos duas vezes ao dia. ?É que a escola e o posto de saúde ficam do outro lado da avenida?, diz. ///

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