Cidades
Artes�os do Cheiro da Terra ficam, mais uma vez, � toa
| CARLA SERQUEIRA Repórter Os artesãos, vítimas do incêndio que destruiu o Cheiro da Terra no final do ano passado, estão sem rumo certo outra vez. Há três meses, cerca de 90 deles ocupam um terreno alugado pela prefeitura, no bairro de Ponta Verde. O contrato de aluguel venceu ontem e a nova área a ser ocupada ainda não está garantida. De acordo com a vice-prefeita de Maceió, Lourdinha Lyra, o próximo local a abrigar os artesãos será o estacionamento de Jaraguá. ?Está praticamente certo?, disse ela. O impasse é sobre por quanto tempo a permanência deles será permitida pela União, que é a verdadeira dona do terreno. ?No contrato firmado entre a União e a prefeitura, a área só pode ser usada como estacionamento, nenhuma outra atividade é permitida?, afirmou o gerente regional do patrimônio da União em Alagoas, José Roberto Ferreira. ?Temos que estudar as propostas e a legislação. Oficialmente, só fui avisado desta transação hoje [ontem]?, disse ele. De acordo com o superintendete municipal de Controle do Convívio Urbano, Ednaldo Marques, a prefeitura propôs 10 meses de permanência dos artesãos no estacionamento do Jaraguá. ?A União está falando em apenas dois meses. Queremos entender por que só 60 dias?, revelou Marques, ao anunciar que apenas na próxima quinta-feira, dia 20, após uma reunião entre representantes da prefeitura e advogados da União, o destino dos artesãos poderá ser decidido. ///