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Sem-terra exigem seguran�a do governo

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GILVAN FERREIRA Repórter Um dia depois de chegar a Maceió para participar da Marcha Nacional de Luta Pela Terra, representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento da Libertação dos Sem-Terra (MLST) Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL) e Comissão Pastoral da Terra (CPT) foram recebidos ontem à tarde pelo governador Luis Abílio (PDT). A ação dos sem-terra ocorre em todo o País e lembra a morte de 19 trabalhadores rurais depois de um confronto com policiais militares, em Eldorado dos Carajás, no Pará. Hoje pela manhã eles iniciam uma caminhada até o município de Atalaia, onde vão protestar contra o assassinato de um dos líderes dos movimentos, Jaelson Melquíades dos Santos, morto com cinco tiros na cabeça no dia 29 de novembro de 2005. O crime está impune até hoje. Durante a reunião com o governador, as lideranças apresentaram uma pauta de 15 reivindicações, que inclui infra-estrutura para assentamentos, liberação de recursos, realização do mapeamento fundiário do Estado e maior empenho do governo para garantir a segurança das famílias ligadas aos quatro movimentos em Alagoas. Durante o encontro, que durou mais de 3 horas, o governador Luis Abílio, que participou somente do início das discussões, cobrou das lideranças dos movimentos o fim dos atos violentos, como saques nas rodovias alagoanas. ### Trabalhadores marcham contra violência FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter Mais de quatro mil trabalhadores sem-terra do MST, MTL, MLST e CPT iniciam hoje de manhã uma marcha até o município de Atalaia, onde realizam na quinta-feira um ato para cobrar a apuração dos responsáveis pelo assassinato do líder do MST Jaelson Melquíades dos Santos, atingido com cinco tiros na cabeça, no dia 29 de novembro, na fazenda Timbozinho. A marcha também faz parte da mobilização pelo Dia Nacional de Luta pela Terra. Os sem-terra começaram a chegar a Maceió no domingo e ficaram acampados na Praça Sinimbu, no Centro. O coordenador da CPT, Carlos Lima, disse que desta vez os movimentos sociais inverteram o sentido da marcha - que sempre era do interior para a capital - em virtude de os responsáveis pela morte de Jaelson não terem sido apontados pela polícia e continuarem impunes. impunidade Nos últimos 12 anos, de acordo com Carlos Lima, 39 sem-terra foram assassinados em Alagoas. E nenhum dos crimes foi elucidado pela polícia. O inquérito sobre a morte de Jaelson já foi encaminhado à Justiça, mas o delegado de Atalaia, Gilson Rêgo, solicitou outro prazo. No dia 8 de março, durante uma reunião com lideranças dos sem-terra, ele alegou que não tinha condições de apurar o crime, porque dispunha apenas de dois policiais na delegacia - responsáveis pela guarda de presos - e não possuía sequer uma viatura descaracterizada para fazer as investigações. ### Sem-teto aproveitam luta pela reforma agrária e fecham pista Famílias descartam invasão de conjunto habitacional e lutam para garantir financiamento de casas pela Caixa, em parceria com a prefeitura Um grupo de sem-teto aproveitou o Dia de Luta pela Terra para bloquear a pista de acesso ao conjunto Benedito Bentes. Armados com pedaços de paus e foices, eles fecharam a pista, por volta das 7 horas, queimando pneus e galhos de árvores. Muitas pessoas chegaram atrasadas ao trabalho e à escola porque ônibus e carros ficaram retidos, causando muita revolta e protestos contra os manifestantes. A coordenadora do Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), Eliane Silva, disse que os sem-teto e sem-terra devem estar unidos na luta pelas reformas urbana e agrária. O protesto, segundo ela, teve quatro motivos. Um deles foi cobrar do governo do Estado a pauta apresentada no dia 10 de março, que inclui a construção de moradia, distribuição de cestas básicas e instalação de barracas padronizadas para geração de emprego e renda para as 400 famílias acampadas num terreno do Estado, no Benedito Bentes. Eles também lembraram a morte dos sem-terra em Eldorado dos Carajás. Cobraram, ainda, a punição de policiais militares envolvidos na morte de um trabalhador na semana passada, no Benedito Bentes, e autor de um disparo contra um adolescente do acampamento sem-teto. ?Nossa luta é pelo fim da impunidade e contra a violência?. ///

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