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Nº 5729
Cidades

Juiz apreende combust�vel de prefeitura

Regina Carvalho Repórter Passo do Camaragibe - O juiz Sóstenes Alex Costa, do Núcleo de Combate ao Crime Organizado (NCCO) em Alagoas apreendeu, ontem, uma caçamba de coleta de lixo da Prefeitura de Passo do Camaragibe, que transportava irregularmen

Por | Edição do dia 19/04/2006 - Matéria atualizada em 19/04/2006 às 00h00

Regina Carvalho Repórter Passo do Camaragibe - O juiz Sóstenes Alex Costa, do Núcleo de Combate ao Crime Organizado (NCCO) em Alagoas apreendeu, ontem, uma caçamba de coleta de lixo da Prefeitura de Passo do Camaragibe, que transportava irregularmente quase dois mil litros de combustível. O produto foi comprado em Maceió no posto Veneza, no bairro do Prado, de propriedade do esposo da prefeita Márcia Coutinho Nogueira de Albuquerque (PTB). “Quando vinha para o trabalho vi a caçamba e pedi para parar. Vi que o combustível não tinha nota fiscal. A prefeita vem fazendo isso há muito tempo, desde que foi eleita”, disse o magistrado. Para o juiz, a prefeita cometeu dois crimes: de improbidade administrativa e de transporte irregular de combustível. “Ela cometeu improbidade porque tem que haver licitação para aquisição do produto e ela comprou o combustível justamente do esposo, quando deveria abastecer no próprio município. Além disso, do jeito que o combustível é transportado, sem segurança, pode provocar acidentes”, acrescentou Sóstenes Alex. ### Prefeita nega irregularidade e acusa juiz de perseguição O juiz Sóstenes Alex declarou que a compra de combustível deve ser investigada, já que alguns postos de Maceió pertencem ao marido e à própria prefeita. A prefeita Márcia Coutinho disse que está sendo vítima de perseguição pelo magistrado e que não existe nenhuma irregularidade na compra do combustível. “O problema é que o juiz é meu inimigo pessoal. Até já entrei com ação contra ele porque ele mandou me prender durante a eleição”, reforçou. A prefeita conta que a compra de combustível é feita em Maceió porque o município não dispõe de produto suficiente para abastecer os veículos da prefeitura e que foi aberto processo licitatório. “Foi feito processo licitatório, mas não apareceram licitantes. Se não há licitantes, a gente pode comprar onde quiser, por isso foi comprado combustível no posto do meu esposo. Isso que está acontecendo é uma perseguição à prefeita”, alegou. RC ///

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