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Atalaia p�ra na chegada dos sem-terra
CARLOS ROBERTS Repórter Atalaia - O município de Atalaia parou ontem para receber os sem-terra. Houve tensão no início da manhã, com a chegada do grupo à cidade. Os comerciantes fecharam as portas, as escolas suspenderam as aulas e o posto de saúde e o fórum do município foram fechados. Até o prefeito da cidade, Francisco Vigário, sumiu, segundo moradores. Os integrantes do Movimento Sem Terra (MST), Movimento pela Libertação dos Sem Terra (MLST), Movimento Trabalho e Liberdade (MTL) e Comissão Pastoral da Terra (CPT) levaram cinco dias para percorrer os 53 quilômetros que ligam Maceió a Atalaia. Na chegada ao município, os sem-terra cercaram o Fórum de Justiça para protestar contra o assassinato do sem-terra Jaelson Melquíades dos Santos, em novembro do ano passado, e pedir justiça. Nas contas de lideranças dos movimentos, eram mais de 5 mil integrantes. Segundo cálculos da Polícia Militar, não passavam de 1.500. O juiz da comarca de Atalaia, Galdino Amorim, também não estava no município ontem. Na chegada ao fórum, os sem-terra se depararam com policiais militares, solicitados pelo magistrado para garantir a segurança do patrimônio público. Embora tenha solicitado 200 homens, quantidade anunciada na última quarta-feira à noite pelo Comando do Policiamento do Interior, 20 policiais guardavam os prédios públicos, número suficiente para manter a ordem, segundo o major da PM Marcos Sampaio, que comandou a operação policial. Durante o protesto, os sem-terra cobravam o nome do mantante do crime contra Jaelson e mandavam um recado para os comerciantes: ?Quando paramos caminhões na beira da estrada para pegar alimentos, são de grandes supermercados. De gente que tem seguro. Nós não tomamos nada de quem tem minimercadinho. Vocês são trabalhadores como nós. Por favor, abram as portas para que possamos comprar biscoitos e outras miudezas. Temos nosso dinheirinho da pequena agricultura?, dizia a voz no alto-falante. ///