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Nº 5731
Cidades

UE perde fun��o e vira hospital geral

| CARLA SERQUEIRA Repórter Construída para tratar apenas de pacientes com traumas, a Unidade de Emergência Dr. Armando Lages recebe todo tipo de doente. Desvirtuado, o hospital cuida de pessoas com cirrose, diabetes, tuberculose, ao lado de vítimas do t

Por | Edição do dia 23/04/2006 - Matéria atualizada em 23/04/2006 às 00h00

| CARLA SERQUEIRA Repórter Construída para tratar apenas de pacientes com traumas, a Unidade de Emergência Dr. Armando Lages recebe todo tipo de doente. Desvirtuado, o hospital cuida de pessoas com cirrose, diabetes, tuberculose, ao lado de vítimas do trânsito e da violência urbana. O trabalho dos profissionais é dificultado e os pacientes não são atendidos devidamente. O que seria um pronto-socorro virou hospital geral, mesmo sem espaço adequado. Desde que foi fundada, em julho de 1979, a Unidade de Emergência (UE) não cumpre sua missão com primazia. Antes instalado na Rua Dias Cabral, no prédio onde hoje permanece a Santa Casa de Misericórdia, o antigo HPS chegou ao Trapiche da Barra quando a população de Maceió começou a crescer assustadoramente. Para se ter idéia, em 1990 a capital abrigava 606 mil pessoas; hoje já conta com quase um milhão de habitantes. ### Hospital geral é abortado e vira fórum federal Maceió chegou a assistir, no final da década de 1980, à construção do que seria o seu hospital geral público. Na Serraria, o prédio que hoje abriga o Fórum da Justiça Federal acomodaria a unidade que forneceria todo tipo de atendimento médico para a população. Mas, num acordo feito entre o governo do Estado e o Poder Judiciário, a idéia do hospital foi abortada e a obra mudou de dono. “Na época”, lembrou o coordenador-geral da Unidade de Emergência Dr. Armando Lages, Tadeu Gusmão Muritiba, “houve o acordo e o que seria investido na construção passaria a ser aplicado em reformas das unidades médicas da rede pública”, revelou, ao afirmar que os tais investimentos não foram feitos. “Se tivessem sido feitos, não teríamos este problema da superlotação da Unidade de Emergência”, argumentou. CS ### Pacientes são atendidos nos corredores Enquanto o futuro hospital geral não vira realidade, os alagoanos que buscam atendimento médico na Unidade de Emergência Dr. Armando Lages continuam sofrendo com a longa espera e a falta de conforto. O pai de Maria Lúcia dos Santos, 55 anos, o aposentado Manoel Luís dos Santos, 77, permaneceu por dois dias numa maca, sem colchão, aguardando uma cirurgia, segundo informações da filha. “Ele tem diabetes e feridas começaram a aparecer em suas pernas. Elas estão subindo e ele precisa ser atendido logo, talvez tenha que amputar”, dizia Maria Lúcia. “Mas até agora o médico só veio aqui para arrancar a pele. Ele está assim, desacordado desde ontem [terça-feira]. As feridas já estão fedendo e ninguém faz nada”, contava, desesperada, ao lado do pai. CS ///

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