Cidades
Gravidez de peixe-boi mobiliza litoral
| FERNANDO VINÍCIUS Repórter Maragogi - O primeiro peixe-boi devolvido ao hábitat em Alagoas está repetindo um padrão de comportamento que indica a proximidade do fim de um período de gestação. A hipótese tem como fundamento a observação da fêmea em ambiente natural desde 1994, ano em que foi devolvida à natureza, além do constatado ganho de peso do animal, batizado com o nome Lua. Segundo o biólogo responsável por seu monitoramento, Flávio Lins, ela saiu do seu local de permanência - as imediações da foz do Rio Manguaba, entre Japaratinga e Porto de Pedras - no dia 19 deste mês e percorreu mais de 200 quilômetros até chegar à Praia de Candeias, em Recife (PE). ### Primeiro filhote morreu aos 15 dias de nascido A movimentação do peixe-boi é um fato já comprovado pelos anos de observação dos espécimes devolvidos à natureza. Um exemplo claro foi constatado após a reintrodução ao ambiente natural de Lua, feita ao lado de outro exemplar, o macho Astro. Depois de um ano convivendo com ela no litoral alagoano, Astro resolveu seguir para Sergipe onde permanece até hoje. Apesar da separação, os dois são considerados exemplos de sucesso do lento processo de reabilitação e devolução à vida selvagem de animais órfãos, encontrados geralmente encalhados. FV ### Assédio prejudica espécie em extinção Maragogi - Evitar o assédio é algo praticamente impossível, reconhecem dirigentes e monitores do Projeto Peixe-Boi. A possibilidade de poder tocar um animal adulto que pesa em média 400 quilos, move-se lentamente e demonstra comportamento extremamente dócil incentiva as pessoas a manter contato direto o bicho. A atração que o imenso mamífero exerce pôde ser observada durante passeio pelo Rio Tatuamunha, localizado em Porto de Pedras. FV ///